Sociedade-B: novo modelo para quem não está no “horário padrão”

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Esta matéria divulgada hoje no jornal O Globo, de autoria da jornalista Raphaela Ribas, revela o que muita gente já esperava encontrar: quem não se adapta aos horários-padrão da sociedade se encontra na Sociedade-B!

Acompanhe (link da matéria aqui):

Você é do tipo de pessoa que só desperta de verdade após às 10h, 11h ou que tem as melhores ideias durante a madrugada? Se sim, não se preocupe, você não está sozinho. Um grupo de profissionais mundo afora que têm dificuldades para se enquadrar no turno tradicional de trabalho começa a lutar por horários alternativos.

Estas pessoas fundaram a chamada Sociedade-B, uma organização com adeptos e estudiosos em mais de 50 países, que acreditam que as pessoas têm ritmos biológicos distintos e, por isso, empresas e escolas devem oferecer horários diferenciados para esse público.

Segundo a organização, trabalhar um longo período fora do seu ciclo natural pode causar problemas de saúde, como depressão, estresse e uso de medicamentos para repor a falta de sono, além da queda na produtividade nas tarefas profissionais.

Com base em pesquisas cronobiológicas, o grupo defende que os indivíduos têm diferentes ciclos durante o dia e que a definição do tipo A ou B é genética. Enquanto a primeira, geralmente, está acordada entre 6h e 22h e tem o pico de energia antes do meio-dia, a segunda (B) funciona de 9h à 1h e tem seu melhor rendimento durante a tarde.

De acordo com o site b-society de 15% a 25% da população é B, e de 10% a 15% são A. O restante têm uma leve tendência a se adequar a um dos dois tipos.

O cronobiólogo Till Roennberg, que mapeou mais de 125 mil pessoas e escreveu o livro “Tempo Interno”, dá algumas dicas para quem é do tipo B, mas trabalha em empresas com horário tipo A: tomar sol durante o dia, um bom café da manhã antes de trabalhar e comer fora podem ajudar a melhorar a saúde e o mau humor pela manhã.

Algumas escolas na Europa já fizeram testes para verificar o rendimento de alunos e percebeu-se que o desempenho é melhor quando eles fazem provas dentro do “seu horário”, por exemplo. Na Dinamarca, uma escola introduziu horários flexíveis e seus estudantes podem escolher entre fazer trabalhos das 8h às 10h ou das 14h às 16h. Os resultados, segundo eles, têm sido positivos.

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1 Comment

  • clarice estivalli

    Reply Reply 12 de agosto de 2013

    Achei muito interessante essa coisa de “HORARIO B”. Sou uma pessoa dentro deste perfil.
    Tenho mais disposição no horario da tarde, noite, madrugada.
    Qualquer novidade, trabalho, por favor, gostaria que me comunicasse.
    Ficarei IMENSAMENTE agradecida.Meu email:cestivalli@live.com

    Clarice

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