Prós e contras do HO – veja dicas

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Esta matéria foi extraída do Jornal do Estado, aqui de Curitiba, da coluna de Ana Paula de Carvalho (13/04, Carreira & Cia). Mais uma vez comenta-se que a crise global está transformando as formas de trabalhar. Acompanhe:

Home office: prós e contras
Você tem o perfil do chamado home officer ou chief home officer? Conseguiria trabalhar por metas em um ambiente caseiro onde as distrações são muitas? Abriria mão do emprego formal das 8h às 18h? Ao contrário das 40% das organizações americanas que contratam profissional para atuar de casa, por aqui isso é uma raridade por preconceito e desconhecimento.
Pesquisadores da Universidade da Pênsilvânia (EUA) analisaram 46 estudos sobre home office conduzidos por duas décadas com 13 mil funcionários e concluíram que o trabalho em casa tem efeitos favoráveis sobre o trabalhador. Houve ganhos em autonomia percebida, conflito trabalho-família, satisfação com o trabalho, desempenho, intenção de se manter no emprego e diminuição do stress. A desvantagem foi o desgaste do relacionamento com os colegas de escritório, que geralmente invejam os home officers.

Tendências
A crise financeira e o fenômeno do aquecimento global estão fazendo ressurgir o home officer no cenário corporativo. Afinal, trabalhar em casa é uma maneira simples e barata de poluir menos, porque tira da rua o carro de cada profissional que estaria se deslocando em horário de expediente. O tempo perdido no deslocamento entre casa e trabalho já está obrigando profissionais a morar perto do trabalho e, o próximo passo, será, sem dúvida, trabalhar em casa com metas e resultados.
Na Ásia, por exemplo, 61% dos gestores acreditavam em 2005 que o trabalho em casa aumenta a produtividade. Hoje, 81% deles já reverteram seus conceitos e se rendem à produtividade do home office. Esse salto é atribuído a novas tecnologias como o sistema de videoconferência e serviços baseados na web, que permite que pessoas distantes entre si compartilhem o desktop.

Disciplina é o segredo do negócio
O desafio para qualquer profissional que pretende atuar em casa é disciplina. Filhos, cachorro, empregada e interfone podem interromper o trabalho facilmente e causar desconcentração. Seria o equivalente ao “gargalo” das fábricas. Mas não é muito diferente do ambiente convencional, onde as interrupções acontecem a cada três minutos.
Porém, há o outro lado da moeda. O filho chamar o pai ou a mãe para cantar a música que aprendeu na escola pode ser visto como um “fringe benefit” (benefício indireto) e não custo. Isso passa a ser um motivador ao invés de atrapalhar o progresso do trabalho.

O dia-a-dia de um home officer
O designer Silvio Oliveira atua em casa e enumera os benefícios e as desvantagens do sistema. Para ele, a flexibilidade de horário, a possibilidade de descanso após o almoço e intervalos para lazer ou atividades físicas são as maiores vantagens. “Por haver disponibilidade de horários, acabamos nos sujeitando às 24 horas para produzir e não 8 horas para trabalhar. Como trabalhamos em casa, as exigências aumentam quanto à produção do trabalho e diversas vezes extrapolamos”, observa
Ele calcula já ter trabalhado até 56 horas ininterruptas e para ele é comum a jornada de 13 horas ou 14 horas direto. “Não posso ficar doente e, além disso, férias e 13º salário fazem falta e é preciso se organizar nessa área também, fazer um planejamento para ter rendimento futuro”, assinala.

Regras de ouro
1) Concentração é treino e você tende a aumentar sua capacidade de se concentrar trabalhando em casa;
2) Separe fisicamente o ambiente de trabalho da casa;
3) Estabeleça uma rotina;
4) Encontre uma maneira própria de se comunicar com o mundo exterior (MSN, blog, telefonemas, reuniões via teleconferência);
5) Geralmente profissionais em início de carreira não são os melhores candidatos a um home office por estarem na fase do aprendizado inicial;
6) Profissionais experientes não podem abandonar suas práticas de reciclagem contínua ao passarem a trabalhar em casa – isso acontece com frequência, infelizmente. Devem aproveitar a internet e os cursos e seminários avulsos para promover seu aprendizado informal.

Dicas preciosas!


Imagem do blog workalicious

2 Comments

  • Alex Pimenta

    Reply Reply 8 de fevereiro de 2010

    Quando estava na faculdade, havia um professor que disse que já trabalhava assim a dois anos (isso em 95, 96). Ele disse que seria tendência, visto que as pessoas poderiam ter mais conforto, ter mais contato com a família (o que realmente interessa). E evitariam o stress do trânsito diário. Concordo com ele. Em relação a distrações, organização, isso tudo é uma questão de costume, responsabilidade, motivação, etc… Tudo o que pode nos distrair em casa, pode nos distrair no escritório também.

    A grande vantagem para as empresas. Além da redução de gastos com infra-estrutura (escritório), poderiam contratar recursos além dos limites físicos geográficos. Qualquer um poderia trabalhar para uma empresa em Seatle por exemplo, ou em Londres.

    Porque isso ainda não aconteceu? A resposta é simples, mentes retrógradas, que não conseguem enxergar além da baia da frente. acham que olhando seus recursos possuem um controle maior. Pura ilusão.

    Ainda aguardo esta revolução, que depois da industrial seria o maior avanço da humanidade.

    Alguém já sabe sobre empresas mais conscientes? Só conheço a IBM.

  • Luis

    Reply Reply 14 de abril de 2011

    caramba Alex em 95, 95 ?
    Muito tempo atras.
    Ha coisas inexplicaveis.
    Por exemplo o proprio yahoo.com
    Acho que em 1995 ja era registrado.
    Certas pessoas pensam muito antes mesmo.

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