Pesquisa em Stanford: funcionários em casa são mais felizes (mas nem todos)

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Segue um artigo “O teletrabalho é uma boa ideia?” (em inglês) sobre a “revolução” do trabalho remoto, incluindo o fim do expediente e do trabalho presencial (que esta sendo substituído pelo ROWE (Result-Only Work Environment, ou em tradução livre, “Ambiente de Trabalho Focado Somente em Resultados”).

O artigo mostra um estudo da Universidade de Stanford (sobre uma Agência de Turismo online chinesa) que demonstra que este é um dos raros formatos que aumentam a produtividade dos funcionários, e ao mesmo tempo os deixa mais felizes (e menos parecidos com os personagens das tirinhas do Dilbert).

O estudo foi realizado em um imenso hangar de dois andares em Shangai, um dos escritórios da empresa, onde mais de 1000 funcionários gastam uma média de 80 minutos (e aproximadamente 10% dos seus salários) só para chegar de casa até seus cubículos para trabalhar.

Os voluntários que aderiram ao programa de home office atenderam 15% mais ligações que seus pares que permaneceram no hangar. Cada hora de trabalho dos funcionários que trabalharam de casa ficou 4% mais producente, pois passaram 11% a mais de tempo respondendo às ligações (os motivos são vários: menor quantidade de pausas, menor absenteísmo por doenças, redução nos atrasos para começar a trabalhar, e menor número de distrações).Quando estavam atendendo as ligações, as distrações domésticas influenciaram menos a qualidade das ligações, já que em ambos os ambientes (cubículos e casa), o número de vendas realizadas foi praticamente o mesmo.

Devido ao sucesso da experiência, a empresa decidiu migrar toda a sua força de trabalho para casa, mas surpreendentemente somente a metade dos funcionários concordou com esta estratégia. E muitos dos envolvidos na experiência inicial decidiram voltar para a vida no cubículo, optando pelo contato humano e pelo expediente com começo e fim.

Aqui, Ray Fisman, o autor do artigo, faz uma colocação muito interessante: O home office não é para todos.

E também não é ideal para todos os tipos de atividades. Segundo Fisman, o trabalho-em-ambiente-sem-expediente-e-focado-em-resultados funciona melhor com tarefas mais solitárias, que permitem ser rastreáveis e mensuráveis, e que exigem pouco contato pessoal (lembrando que o artigo diz respeito a teletrabalhadores, ou seja, home officers de carteira assinada).

O artigo finaliza lembrando o caso da JetBlue, empresa aérea norte-americana, que atingiu grande sucesso graças a um programa de expediente flexível que atraiu e reteve funcionárias extremamente competentes, mas que estavam fora do mercado de trabalho por serem mães recentes.

E defende que o fim do expediente pode não estar próximo, mas que o horário flexível pode ser a próxima grande sacada.

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Via Luiz Eduardo Marques

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