Mobilidade urbana: 61% dos paulistanos estariam dispostos a deixar o carro

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Neste 22 de setembro, Dia Mundial sem Carro, várias cidades brasileiras aderiram às bicicletadas e os cidadãos aproveitaram para utilizar outros meios de transporte urbano e questionar o uso do carro. A data serviu também como uma reflexão para o uso que fazemos do transporte nas cidades, além de ser uma forma de protesto à falta de estrutura das mesmas.

Aqui no GoHome, aproveitamos para questionar não somente os meios de transporte mas também as formas de trabalhar, que impactam diretamente nesta realidade. Semana passada, em uma entrevista à revista Você S.A., conversávamos via Skype com a repórter exatamente sobre o impacto do home office nas cidades e na realidade urbana da população. Caso o home office fosse aderido por mais empresas (ou empreendedores), certamente as cidades seriam mais vividas, o comércio vicinal dos bairros melhor aproveitados, e a qualidade de vida da população melhoraria sensivelmente. Isso sem falar na diminuição dos engarrafamentos, poluição, etc. Em um futuro próximo quem sabe a gente não consiga experimentar esta realidade e precise cada vez menos do carro?

Aliás, em uma pesquisa divulgada agora em setembro pelo Ibope e a Rede Nossa São Paulo, os resultados mostraram algumas mudanças comportamentais interessantes. A sétima edição da pesquisa sobre mobilidade urbana revelou o seguinte:

– 27% dos entrevistados utilizam carro todos os dias. Em 2012, eram 23%;

– Para 91% dos entrevistados a poluição é um problema “grave” ou “muito grave” em São Paulo;

– O trânsito na cidade é “ruim” ou “péssimo” para 69% dos entrevistados;

O paulistano gasta, em média, 2h15 minutos no trânsito, todos os dias;

– Aumenta o número de paulistanos dispostos a não usar o carro caso haja uma boa alternativa de transporte público. Em 2012, 44% deixariam o transporte privado “com certeza”. Em 2013, o número saltou para 61%;

– Aumenta a aprovação dos paulistanos às medidas polêmicas para melhorar o trânsito na cidade, como pedágio urbano (de 17% em 2012 para 27% em 2013); rodízio de dois dias (de 37% em 2012 para 49% em 2013) e até multa para pedestres (de 34% em 2012 para 54% em 2013);

– Sobre as recentes manifestações realizadas em todo o país, 58% disseram ser favoráveis, desde que não haja prejuízo ao trânsito. E 34% são a favor mesmo que provoquem interrupções e congestionamentos na cidade;

– A respeito do custo do transporte público, 56% defenderam “tarifa intermediária” (meia tarifa paga pelo usuário e o restante, pelo governo); 34% são a favor da “tarifa zero” (totalmente custeada pelo governo) e 7% optaram pela “tarifa cheia” (totalmente paga pelo usuário);

– Do total de entrevistados, 53% se manifestaram contra o aumento do preço da gasolina para subsidiar a redução da tarifa e 45% são a favor. Entre os que não utilizam carro, o resultado é o inverso: 53% a favor e 41% contra.

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Fonte: EcoDesenvolvimento.org

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