Mais dicas para uma mãe no home-office: entrevista com Rafaella Rosa

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Depoimento bem divertido e interessante de Rafaella Rosa, que tem duplo desafio: ser mãe e home officer. Rafaella trabalha com consultoria e assessoria técnica na área de segurança e medicina do trabalho.

1. Que dica você daria para as mães que querem optar pelo home office mas ainda estão inseguras?
Acho que a dica principal é que as regras fiquem claras a todos que vão participar deste processo novo, desta mudança muito radical (porque é mesmo!). Definir o que pode e o que não pode. O que a gente espera de cooperação dos filhos, marido, empregada e até do bichinho de estimação (sim, porque às vezes atrapalha!).

2. Como separar a casa do trabalho?
Era a minha maior preocupação. Eu tinha medo de me acomodar, de ser mais desorganizada do que já sou, evitava até ligar a TV nos momentos de pausa para não me distrair, mas fico surpresa porque tenho conseguido conciliar muito bem. De manhã, logo cedo, preparo as meninas (tenho a Clara de 12 anos e a Luíza de 8 anos) para a escola e o pai as leva. Já penso nas instruções que preciso passar para a Dinha (minha secretária do lar há 5 anos – sabe mais coisas da minha casa do que eu mesma!) e trabalho com muita tranquilidade até as 12h00, quando as meninas chegam da escola. Aproveitamos para almoçar juntos e conversar sobre tudo, inclusive o que vão fazer depois. Vez ou outra preciso sair do escritório para interferir em alguma discussão entre as duas ou ajudar a Dinha a retomar as “rédeas” de alguma situação mais complicada, mas no geral não posso reclamar, pois acabo fazendo mais pausas voluntárias, para um café ou um carinho nas meninas, do que propriamente ser solicitada e ter que parar tudo que estou fazendo.

3. De que forma a família ajudou neste processo? Você teve apoio?
A ajuda das meninas foi fundamental, porque o meu marido trabalha comigo (isso é assunto para mais 10 perguntas, deixa para a próxima!). Tivemos uma conversa muito franca e aberta com elas, como sempre fazemos e falamos da nossa necessidade financeira principalmente, de separar o escritório administrativo (temos uma Consultoria de SMS) da área técnica, que se manteve no Centro do RJ. Elas entenderam e até gostaram, porque eu ficava realmente muito tempo fora, normalmente de 12 a 14 horas por dia. Hoje faço minha agenda de modo que consiga resolver tudo, sem precisar sair todos os dias, então estou muito mais presente na vida delas, fisicamente e emocionalmente também.

4. Que mudanças aconteceram no convívio familiar depois de implantado o home office? Foram positivas, negativas…
Mais positivas sem dúvida, porque conseguimos nos reunir quase sempre para as refeições (o problema é que até engordei um pouquinho), tenho mais disponibilidade de tempo para elas, estou sendo mais participativa e atenta em relação a escola e aos assuntos que as interessam. Sinto que a Clara se aproximou mais, ela está mais carinhosa e a Luíza está nas nuvens…

5. Como conciliar as interferências da casa no escritório?
A gente só consegue conciliar se contar com a colaboração de todos da casa. Não posso ser interrompida; quando estou falando com um cliente e a Dinha vem perguntar se faz peixe ou frango, aí faço um sinal e ela já sabe que é para voltar depois, senão…! Também não dá para negociar um novo contrato com uma criança chorando do lado ou o marido procurando a fita isolante que estava na caixa de ferramentas que (detalhe!) só ele mexe, então ainda bem que meu telefone fixo não tem câmera, não foi preciso, mas se for, me tranco no banheiro!
A minha casa não é das mais tranquilas, porque ainda tem a mamãe que mora em frente e ainda me chama como se eu tivesse 5 anos, gritando! Se eu consigo gente, é só ter um pouco de disciplina que qualquer pessoa consegue.

6. Para você qual é o maior desafio e a maior vantagem de trabalhar
de um home office?

Manter a disciplina para seguir uma rotina normal de trabalho é o maior desafio e a vantagem, é a otimização do tempo e o alívio do stress diário com trânsito.

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