Mãe jornalista em home office: como administrar o tempo

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Rafaella Sabatowich é jornalista e trabalha em casa desde que Otavio nasceu. Como toda mãe em home office, ela precisa lidar diariamente com a administração do tempo entre trabalho e casa, mas já encontrou seu ritmo. Acompanhe os detalhes na entrevista exclusiva para o GoHome:

– Você prospectou clientes assim que formatou seu home office? Como aconteceu esta transição de trabalho?
Não prospectei nada! Claro, desde o momento em que o Otavio nasceu conversei com jornalistas independentes que me incentivaram, falando que tinha bastante trabalho.

Bom, eu trabalhava há 11 anos em uma empresa e quando o Otavio nasceu, decidi experimentar este novo formato. Meu primeiro job foi para a empresa de uma amiga, que sabia que eu estava disponível, depois disso, as coisas foram acontecendo. Só fiz prospecção depois que a revista que comecei a editar foi extinta. Hoje, faço de tempos em tempos. Acho fundamental você lembrar os editores que está disponível.

– Como ficou a sua formatação de trabalho? Abriu empresa Simples, MEI?

Quando fui convidada a editar a revista mensal abri uma Simples Nacional (para poder emitir nota).

– Sente falta da interação com colegas de redação? Como faz para não ficar por fora do mercado?

Não sinto. Não por eles, que são sempre ótimos, mas porque pelo tipo de trabalho, sempre tenho que ir a reuniões, redações, fazer entrevistas.

– Que dicas daria para uma mãe recente que vai trabalhar em casa? Ajuda de uma babá é fundamental, não?

Sim!!! Não há a mínima possibilidade de trabalhar e cuidar de um bebê ao mesmo tempo!
Ter a ajuda de um familiar no começo, até ter uma cartela de clientes que possibilite uma quantia que permita você pagar uma profissional, é o ideal – foi o que aconteceu no meu caso. Só contratei a babá quando não tinha como pedir para a minha mãe ficar mais tempo cuidando do meu filho! Mas claro, isso se os custos forem um problema, se não forem, não vejo porque não contratar desde o início.

Rafa e Otavio

– Pensa em voltar a trabalhar em um escritório tradicional? Por quê?

Neste ano cheguei a pensar! Foi meu primeiro janeiro/fevereiro como autônoma e isso foi bem assustador! Amo trabalhar em casa e acho que trabalho muito bem assim, apesar de trabalhar mais do que antes. Dependendo do número de jobs, trabalho de manhã, de tarde e de noite. A vantagem vem na administração do meu tempo. Se não tiver tanto trabalho e quiser fazer jornada tripla no início da semana para ter um final de semana prolongado, posso fazer.
Se eu voltar vai ser por dinheiro. Ganha-se pouco? Às vezes sim, as vezes não. Mas o que é pouco ou muito, né? Tudo depende do seu custo de vida.

– Sendo uma mãe home officer, você consegue acompanhar seu filho de perto sem perder nenhuma etapa. Que outros ganhos você percebe como mãe que trabalha em casa?

Olha, eu não tenho absolutamente nada contra colocar criança em escola desde cedo. Acho que eles são super adaptáveis e ficam sempre bem! Mas eu também tenho muito a favor de a criança ficar em casa até os 3 anos. Acho que estou ajudando meu filho a construir valores, ser seguro, ter menos viroses (rs) e um monte de coisas ficando neste comecinho de vida perto de mim.
E trabalhando em casa tenho um ritmo beeem mais leve nas multifunções que uma mãe que trabalha fora tem. Pense em sair de casa cedo, deixar filho na escola, sair do trabalho no horário para pegar na escola, ainda ir no mercado, levar no pediatra, no dentista, não poder ficar em casa quando ele está doente? É para as fortes!!

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É isso aí, Rafa! Mãe, bebê e home office podem sim formar uma combinação possível. E, mais uma vez, vimos que sempre se dá um jeito quando o bem-estar maior é priorizado. Ótimo exemplo, Rafa!

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