Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!

Às vezes não dá pra acertar de primeira.

A Marina tá lendo uma biografia do Stephen King super interessante (“Sobre a escrita: a arte em memórias”), que conta os fracassos do escritor no começo de carreira. Eu não sabia, mas o livro “Carrie” foi rejeitado tantas vezes que depois de receber o 30º “não”, King resolveu jogar o texto no lixo. Foi a esposa dele que tirou o manuscrito da lata e insistiu pra que ele enviasse o texto pra mais uma editora. 350 milhões de livros vendidos mais tarde, aposto que ele não se arrepende de ter tentado mais uma vez. De novo: às vezes não dá pra acertar de primeira.

Depois de escutar essa história fiquei curioso e fui procurar na internet outros casos de gente que alcançou um sucesso absoluto, mas que não teve sucesso automático. Gente famosa que teve que tentar mais de uma vez ou mudar de carreira pra encontrar seu caminho. A lista é bem curiosa.


Henry Ford
O cara que mudou a indústria automotiva e revolucionou a forma de produção industrial quebrou cinco vezes (isso mesmo, cinco vezes!) antes de fundar a Ford Motor Company.


Bill Gates
O zilionário da Microsoft faliu sua primeira empresa, a Traf-O-Data. Bem, também, com esse nome… 😛

Errou no nome da empresa e errou feio no corte de cabelo. nada que uma noite no xadrez não resolva.

Esse corte de cabelo rendeu a Gates uma noite na cadeia por atentado ao pudor.


Walt Disney
No começo de carreira, o pai do Mickey era um editor de jornal que foi demitido por ter “falta de imaginação”. E logo depois, ele faliu sua primeira empresa. O resto é história (com final feliz).


Albert Einstein
Einstein era considerado “lento” e foi recusado pela Escola Politécnica de Zurich. Anos depois ganhou o Prêmio Nobel, revolucionou a física e virou sinônimo de genialidade. Queria só ver a cara do reitor da Politécnica de Zurich quando ficou sabendo disso.

Quem vê até pensa que ele era meio "lento"

Einstein acabou de lembrar do reitor que achou que ele era meio “lento”.


Thomas Edison
Todo mundo sabe que ele inventou a lâmpada elétrica. O que pouca gente sabe é que, antes de conseguir, ele faz mais de 1000 tentativas frustradas. Se não fosse pela persistência (ou seria teimosia?), talvez agora eu estivesse escrevendo este texto debaixo de uma lamparina à querosene.


Winston Churchill
Passou anos tentando a carreira política e foi derrotado eleição após eleição. Foi só com 62 anos que ele conseguiu se eleger Primeiro Ministro pela primeira vez.


Charlie Chaplin
No começo, o personagem Carlitos foi considerado pouco comercial e muito “absurdo” pelos donos dos estúdios em Hollywood. Mais tarde, Chaplin acabou construindo seu próprio estúdio pra poder ter mais liberdade e autonomia de criação sobre seus filmes.

É meio obvio que esse cara ia cair e se levantar algumas vezes...

É meio obvio que ele ia cair e se levantar algumas vezes…


Harrison Ford
Depois de seu primeiro filme, executivos da indústria cinematográfica disseram que ele não tinha jeito pra coisa. Alguns Indiana Jones e Han Solos mais tarde, ele mostrou pra todos que a coisa não era bem assim.

Harisson Ford, deseperado no início da sua carreira

Harisson Ford, desesperado com as críticas do início de sua carreira.


Richard Branson
Um dos caras mais ricos do mundo perdeu centenas de milhões de dólares tentando criar produtos que foram um fiasco. Entre eles a Virgin Cola e o Cartão de Crédito Virgin. Aposto que ele nem lembra mais disso quando está jogando tênis na sua ilha particular.


Beatles
No começo foram rejeitados por diversas gravadoras. E além de ouvir diversos “nãos”, ainda tiveram que escutar pérolas como “Os Beatles não têm futuro no show business”. Que ótima visão de mercado, hein gravadoras?!

Se dependesse de algumas gravadoras, os Beatles hoje seriam famosos pelo seu salão de beleza. Ou não.

Os Beatles poderiam ter seguido carreiras bem diferentes.


J.K. Rowling
Para a criadora do Harry Potter, viver sem fracassar é impossível. Segundo a escritora, quem não fracassa é porque não arriscou o suficiente. E quem nunca arriscou, não viveu de verdade. Por isso, para ela, o fracasso é mais “regra” que “exceção”. E disso ela entende. Seus manuscritos foram rejeitados 12 vezes! Mas ela insistiu e hoje é mais rica do que a Rainha da Inglaterra. Literalmente.


E também tem aquelas pessoas que quase seguiram a carreira errada e por pouco não passaram pela história como uns Zé-Ninguéns. Será que alguém se lembraria do fazendeiro Isaac Newton? E dos médicos Charles Darwin e Noel Rosa? Do sorveteiro Mick Jagger? Do arquiteto Chico Buarque? Do engenheiro civil Marcelo Tas? Do jornalista Wagner Moura? Da repórter Oprah Winfrey? Do guarda George Orwell? Do jornaleiro Tom Cruise? Da Bióloga Ana Maria Braga? Do açougueiro Ozzy Osbourne?

Ozzy Osbourne quase foi açougueiro. Bem, isso até que explica muita coisa.

Ozzy Osbourne açougueiro? Bem, isso até que explica bastante coisa.

Longe de me comparar com esses caras aí de cima, mas eu também tive minha cota de mudanças de rumo. Me formei em Arquitetura e cheguei a trabalhar três anos com isso. Depois, acabei ficando frustrado com a quantidade de projetos que não saíam do papel. Aí, resolvi estudar design gráfico em Nova York, e na volta trouxe uma ideia na mala. Abri uma empresa de cartões postais publicitários, desses que ficam em um expositor em bares e restaurantes. A Postcard (era o nome da empresa) pagou minhas contas por alguns anos, mas os ganhos não passavam disso. A ideia era boa, mas na época eu não sabia como administrar a coisa toda.

Acabei vendendo a empresa e voltei a trabalhar para um chefe, numa agência de publicidade. Trabalhava 14 horas por dia, incluindo finais de semana e ganhava bem pouco por isso. Três anos depois, pedi as contas e abri minha própria agência, dessa vez no home office. Pra não me bater mais com a parte gerencial, fiz um MBA. E agora, depois de 12 anos de empresa home-based, posso dizer que alcancei o sucesso. E ele veio na forma de conforto financeiro e de bastante tempo livre. Agora eu finalmente acertei! Mas não posso dizer que foi de primeira. Não mesmo.

Um pé-frio desses só poderia ter sido sorveteiro

Um pé-frio desses só podia ter sido sorveteiro.

Minha mãe não é uma pessoa muito tolerante com o fracasso alheio. Mas uma vez ela me disse uma coisa que me ajudou muito nesse processo de busca da felicidade profissional. Para ela, qualquer atividade que a gente faz na vida, sempre acaba acrescentando alguma coisa. E eu acho que ela tem razão. Trabalhar como arquiteto me ensinou um processo criativo que poucos publicitários conhecem. E visitar clientes pra oferecer cartões postais publicitários me deu cancha para vender o peixe da minha agência e conseguir novos trabalhos.

A lição disso tudo é que sempre dá pra recomeçar. Sempre dá para mudar. Não tá feliz? Náo tá sendo respeitado? Não tá ganhando o suficiente? Não sobra tempo pra nada? Parte pra outra! Nem que seja aos poucos, em paralelo ao que você tá fazendo. Até que as coisas engrenem. Até que o plano B esteja funcionando tão bem que possa ser promovido à plano A.

Se a Disneylândia não desse certo, Walt ia vender coxinha de pato na saída do parque.

Se a Disneylândia não desse certo, Walt ia vender coxinha de pato na saída do parque.

A verdade é que decidir o próprio destino pode ser meio assustador. É bem mais cômodo seguir uma cartilha, não ter que tomar decisões importantes na vida. Mas, na minha opinião, ter o controle do próprio leme é um milhão de vezes melhor do que apontar o barquinho de acordo com o mapa de outras pessoas. Ou pior: deixar que outros assumam o controle do teu destino no teu lugar. A vida da gente é muito curta pra isso.

E isso me faz lembrar de um fato muito importante. Isso aqui não é um treino. É o jogo. O cronômetro tá rolando. E a gente só tem 90 minutos (e talvez alguns acréscimos) pra jogar. Quando o juiz soprar o apito e apontar o meio de campo, já Elvis. Já pensou passar pela vida e não deixar sinal nenhum da sua existência na Terra? Não ter aproveitado a vida pra ser feliz? Não sei você, mas eu acho isso um baita desperdício.

A boa notícia é que, enquanto o jogo tá rolando, você tem quantas chances quiser prá acertar o gol. Por isso tente, fracasse, levante, tente de novo. E de novo. E mais uma vez. Até achar o que te faz feliz. Depois, é só correr pro abraço.

Ou como diz o ditado japonês: “Caia sete vezes, levante oito”. Vai que é na oitava que dá certo?

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4 Comments

  • José Luiz

    Reply Reply 16 de junho de 2015

    Muito Legal, isso só alguns exemplos, mas temos muiiiitos outros com histórias incríveis, inclusive quando o negócio explode já no final de sua vida e outros assumem a formação de um império, e muitas vezes declinam e acabam

    • Marina e André

      Reply Reply 16 de junho de 2015

      Sem dúvida José Luiz, isso é bem comum…Por isso as vezes é melhor passar a vida buscando a felicidade do que gastar o seu tempo construindo um império.
      ; )

      Abração!

  • Eduardo

    Reply Reply 16 de junho de 2015

    Muito bom.

    Abs

    • Marina e André

      Reply Reply 16 de junho de 2015

      Obrigado!
      : )

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