Airbnb do home office

Tem quem se sinta solitário em home office. Claro, quando o trabalho não exige concentração, é super saudável e até produtivo interagir com outros profissionais. Pensando nisso, a jornalista australiana Sharona Coutts criou o Spare Chair, algo como cadeira extra (sobrando) em inglês.

Ela pensou nesta plataforma depois de receber uma oferta de trabalho irresistível. Sharona mora no Brooklyn, em Nova York, e foi contratada por um jornal em Washington para trabalhar remotamente. Adorou o home office, mas sentiu falta desta interação. Sharona então convidou amigos freelancers para compartilhar sua casa e uma mesa de jantar onde cabem quatro pessoas. Com o tempo, passou a ser convidada para visitar escritórios na vizinhança. Hoje, ela faz esse coworking em casa duas vezes por semana para não atrapalhar seu trabalho.

Airbnb do home office
O modelo de negócio do Spare Chair é igual ao do Airbnb, e a ideia de Sharona com esta plataforma é a de compartilhar a sala de casa pelo preço de um cafezinho, começando em 5 dólares. O preço, aliás, foi um fator importante, já que para muitos freelancers e empreendedores o valor de um escritório coworking é inviável. “A ideia é oferecer uma opção que custe o mesmo preço de um café mas que ofereça conforto, networking e garantia de uma boa internet”, diz Sharona.

O site está fase beta desde 2014. Hoje a plataforma conta com 500 usuários e cerca de 1500 na lista de espera. Além de listar escritórios improvisados, o serviço também mostra coworkings na região escolhida e start-ups ou pequenos escritórios com mesas para dividir. “Neste momento, qualquer um pode listar um home office. Os usuários avaliam as condições do espaço e a receptividade do anfitrião. Isso define se o local está marcado como verificado ou não. Comecei o Spare Chair porque precisava desta facilidade, então sempre visito escritórios novos. É mais um motivo para eu continuar a sair e trabalhar em novos lugares”, explica. Vale salientar que do Spare Chair você trabalha na vizinhança em horário comercial, para evitar inconvenientes.

Hoffice
O nome já diz tudo e é uma abreviação de home office. A iniciativa foi criada na Suécia e permite sua participação em um grupo que vai trabalhar no home office de um host. É tudo gratuito. Você pode também se inscrever para ser o anfitrião/host e receber a galera home office na sua casa em um dia pré-determinado.

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O bacana do Hoffice é ter a interação com os outros e os seus momentos de concentração também. Para isso, eles criaram um sistema de trabalho focado em 45 minutos de pura concentração e depois um break. Você pode também dividir uma refeição com o grupo. Ou fazer um buffet de saladas, que segundo consta no site, faz o maior sucesso. Cada um leva uma coisa. Caso você tome um café ou coma os biscoitinhos do Hoffice, é de bom-tom repor. Ou leve algo, tipo festa americana =)

O criador da plataforma, Christofer Gradin Franzen, acredita que em nossas casas temos estruturas de trabalho subutilizadas, com internet e impressora à disposição. Por isso, e por trabalhar melhor com companhia, ele criou o Hoffice.

E no Brasil?

Interessante observar que Sharona diz que o maior número de solicitações do serviço é brasileira, seguido pela Alemanha e Inglaterra. A jornalista estimula o cadastro no Spare para que eles possam estudar a entrada da plataforma no Brasil. Uma iniciativa similar é o Busca Sala, do empresário José Guilherme, um serviço que lista coworkings, consultórios e escritórios disponíveis, ainda em testes. Outra plataforma parecida é o Deskovery, disponível no Brasil. A rede, porém, ainda é pequena. Em cidades como Curitiba, ele sugere apenas um coworking, não dá a opção de compartilhar o home office com alguém. Oferece mais espaços comerciais e em coworking.

O trabalho do futuro é freelancer

Sharona acredita que apesar da preocupação com a segurança, as pessoas estão mais abertas para criar relacionamentos com estranhos, uma porta aberta pelo Airbnb. “No nosso caso, são profissionais que têm pequenos negócios e estão trabalhando com empreendedores que têm pequenos negócios. Em outro caso, são pessoas que trabalham como freelancer e buscam contato com gente da área, estão acostumadas a fazer networking. Por isso, a principal motivação do serviço é criar uma interação de trabalho.”

O aumento do trabalho autônomo, freelancer e flexível é crescente no Brasil e no mundo, onde as carreiras de longo prazo estão cada vez mais escassas e os escritórios tradicionais têm se tornado vilões da qualidade de vida. É hora de mudar e essas iniciativas chegam para adaptar o trabalho aos novos tempos.

Muito legal, damos o maior apoio! E você, compartilharia seu home office?

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Via Brainstorm 9.

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