home office trabalho em casa

A inveja é uma mmmentira

A Marina me contou que quando era pequena e estava na sala de aula, aprendendo matérias inúteis em aulas intermináveis e extremamente tediosas, gostava de escutar o freio dos caminhões que passavam na rua do lado da escola onde ela estudava. E ficava com inveja dos caminhoneiros e de toda a liberdade de não ter que ficar sentado ali, mofando em uma sala de aula. Aqueles sortudos podiam engatar uma segunda marcha e ganhar a estrada.

Já eu tinha inveja dos meus cachorros. Os sacanas podiam dormir a tarde toda, deitadões no sol, enquanto eu tinha que ficar fechado no quarto, estudando para alguma prova. Ou eles podiam ficar dormindo em suas aconchegantes casinhas, enquanto eu tinha que acordar às 6 da matina e enfrentar o inverno curitibano indo a pé para a escola, amassando a geada pelo caminho.

Anos depois, aqui estamos. Com o home office conquistamos exatamente os nossos desejos. Hoje em dia fazemos nossos próprios horários. Se eu quiser, posso puxar o trabalho em um dia, e compensar o esforço largado no sol no dia seguinte. Vira-lata style. Ou pegar a estrada quando bem entender, já que posso trabalhar de qualquer lugar. A inveja que a gente tinha dos caminhoneiros e dos cachorros acabou.

Mas a inveja em si não terminou.

De vez em quando tenho um pouco de inveja de quem é assalariado. De quem trabalha para uma empresa ou como funcionário público. Essa invejinha branca aparece principalmente quando o mês não fecha com o montante que a gente gostaria. Ou quando os clientes dão aquela canseira para aprovar um trabalho. Ou quando atrasam o pagamento por um serviço que já foi entregue. Nesses casos, aparece aquela pontinha de inveja dos que podem contar com um salário fixo no fim do mês. De quem tira o trabalho da cabeça depois que termina o expediente, coisa que empreendedor nenhum consegue.

Mas então eu penso que essa inveja é aquela coisa da “grama do vizinho”: sempre parece mais verde do outro lado do muro.

Daí eu lembro que quem trabalha para os outros não pode levar o filho no médico sem ter que dar uma satisfação. Lembro que nas empresas e nas repartições é bem comum ter um chefe abusivo e colegas puxadores de tapete. Lembro que essas pessoas com vida “estável” são obrigadas a passar mais tempo sentados dentro de um carro do que com suas famílias. Todos os dias, por semanas, meses, anos, até se aposentarem. Lembro que com tantas demissões, atualmente um emprego fixo não é tão fixo assim.

E colocando tudo na balança, olhando em perspectiva, os ganhos de empreender em casa ainda são MUITO superiores aos perrengues. Coisa de quem está mal acostumado…

E então penso que não teria nada nesse mundo que me fizesse voltar atrás, para um emprego tradicional, e perder os privilégios conquistados do trabalho em casa. Para mim, o mais importante já foi conquistado. É só uma questão de valorizar.

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