Home office não é privilégio, é recurso

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Não cansamos de repetir: o home office é uma tendência que chegou para ficar. Mais do que uma tendência, é uma necessidade em muitos casos. Recentemente conversamos com alguns dos nossos leitores via Skype e pudemos perceber que, além de todos estarem super satisfeitos com o home office, aqueles que ainda não trabalham em casa simpatizam com o tema e se interessam, sabendo que não é uma mera tendência passageira. Em grandes cidades, o home office torna-se um necessidade para driblar o trânsito, reter talentos, economizar espaço imobiliário, oferecer mais qualidade de vida. Além disso, está comprovado que aumenta a satisfação e a produtividade dos funcionários. Ou seja, todos ganham.

Theodoro Procopiu, um dos leitores do GoHome, resumiu em uma frase o panorama: “o home office não deveria ser visto como um privilégio, mas como um recurso”. Concordamos 100%. O home office não pode ser encarado como um mero benefício, com aquela imagem de que quem trabalha em casa está descansando. Este é um preconceito infundado e antiquado. Quem trabalha em casa muitas vezes trabalha até mais do que quem está no escritório atualizando o Facebook, não é mesmo?

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Claro que para que o trabalho em casa funcione é preciso contar com profissionais competentes e responsáveis, que vão “honrar” a categoria, que tenham um perfil adequado para realizar tarefas remotas. Além disso, a empresa precisa oferecer estrutura para que o trabalho possa ser realizado à distância, tanto estrutura tecnológica quanto um gestor que confie no colaborador. Aliás, este ponto é fundamental. Não tem como o trabalho à distância dar certo se não houver esta relação de confiança entre colaborador e gestor. Somente relações de trabalho maduras permitem um trabalho em home office bem-sucedido. É preciso mudar a cultura do controle de horário para a do acompanhamento de tarefas, que é o objetivo final do trabalho, não é mesmo? Sempre batemos nesta tecla aqui no blog e nas palestras que ministramos.

Em matéria recente no UOL, há inclusive um teste (elaborado em uma parceria entre o GoHome e o UOL) para saber se você se adaptaria ao home office. Confira neste link. A mesma matéria cita um dado interessante, que mostra como o trabalho remoto cresceu no Brasil. Bem, para começar, o que não falta é vontade das pessoas para trabalhar em casa. Veja uma prévia da pesquisa realizada no site:

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Um estudo realizado pela Top Employers Institute, empresa que certifica as práticas de RH de maior relevância, em todo o mundo, apontou que, em 2012, o índice das companhias brasileiras que instituíram o home office para os seus colaboradores foi de 6%, enquanto em 2013, o índice subiu para 15%. É uma mudança considerável, um crescimento de 150%! Claro que ainda estamos engatinhando no assunto em comparação a países como Reino Unido (65%), Holanda (60%) e Alemanha (58%), mas um dia chegaremos lá. Vamos fazer a nossa parte para que mais pessoas possam trabalhar em casa e garantir a “serenidade cotidiana”, como bem disse Domenico De Massi na introdução do nosso livro Trabalho Portátil.