Forbes: 8 razões indiscutíveis para não termos escritórios

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Realmente é indiscutível. Com a tecnologia de hoje, não precisamos tanto do escritório como o conhecemos. Neste artigo da Forbes (link aqui), Jacob Morgan cita oito motivos irrefutáveis para o fim do antigo escritório corporativo.

O GoHome traduziu o artigo para você. Acompanhe e dê sua opinião!

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Há cerca de uma década ou mais, era absolutamente essencial ter um escritório, ou digamos, um cubículo. Era lá onde fazíamos reuniões, encontrávamos nossos colegas e simplesmente fazíamos nosso trabalho. E hoje, realmente precisamos de escritórios corporativos? Novas tecnologias nos permitem nos “conectar com o trabalho”, o que significa que para termos o trabalho cumprido, só precisamos de uma conexão de internet. Os funcionários estão trabalhando em espaços de coworking, cafés, e home offices em todo o mundo sem ter que pisar no escritório. Na verdade, uma pesquisa divulgada pela Regus Global Economic Indicator 2013 (com 26 mil gerentes em 90 países), revelou que 48% deles estão agora trabalhando remotamente pelo menos em metade de sua semana de trabalho.

Existem 8 razões para a nossa confiança nos escritórios corporativos estar definhando.

1. Tecnologias colaborativas

Novas tecnologias estão permitindo que os funcionários se “conectem ao trabalho”, o que significa que a única coisa que precisamos para realizar o trabalho é de uma conexão com a internet. Com isso, podemos acessar as pessoas e toda a informação de que precisamos para realizar nosso trabalho. Podemos ter reuniões virtuais, criar assets (documentos, presentations, ou qualquer outra coisa), receber atualizações da equipe e manter-se conectado com a força global de trabalho sem interação face a face diária. Além disso, as tecnologias colaborativas também nos permitem trabalhar enquanto estamos em trânsito, através de nossos dispositivos móveis.

2. Nova geração de trabalhadores

Estima-se que os Millenialls serão a maioria da força de trabalho norte-americana em 2020 – daqui a poucos anos. Esta é uma geração acostumada a estar conectada. Os Millenialls cresceram com plataformas sociais como Facebook, Twitter, e Google e sentem-se confortáveis compartilhando e envolvendo-se com pessoas e informações; é uma parte do nosso cotidiano. Esta é uma geração que não sabe como é receber 200 emails por dia enquanto está sentado em um cubículo. As empresas precisam se adaptar a este funcionário.

3. Um espaço de trabalho mais atraente

É bem provável que se você perguntar para qualquer pessoa se ela prefere trabalhar em casa ou no escritório ela vai responder em casa (ou coworking). Em um relatório lançado recentemente pela minha empresa, Chess Media Group, descobrimos que 90% dos trabalhadores acreditam que uma empresa que oferece um ambiente de trabalho flexível é mais atraente do que uma empresa que não oferece. Para as empresas que querem atrair e reter top talent é praticamente essencial que não se exija que o funcionário tenha que trabalhar full-time no escritório.

4. As empresas economizam

As empresas pedem grandes quantias de dinheiro em espaços imobiliários para comportar seus funcionários. A Telus, uma empresa de telecomunicação sediada no Canadá, tem uma meta global de fazer com que a maioria da sua força de trabalho trabalhe remotamente, seja full-time ou part-time. Eles querem se ver livres de alguns de seus enormes e dispendiosos prédios.
As empresas ainda têm que gastar com equipamentos, internet, amenidades e outra série de itens. Dependendo do porte da companhia, a redução de custos pode chegar a milhões por ano.

5. Os funcionários ganham tempo

O deslocamento é hoje uma questão séria para muitos funcionários no mundo todo. De acordo com o relatório do Censo dos Estados Unidos, 600 mil funcionários gastam 90 minutos e 50 milhas para ir até o trabalho (em cada trajeto) e 10,8 milhões de empregados perdem uma hora em cada trajeto. Você consegue imaginar gastar 10-15 horas no seu carro, por semana, apenas dirigindo? É quase um emprego de meio-período no seu carro. Você pode imaginar aqui vários cenários para entender quanto dinheiro está sendo gasto todo ano no commuting, e este número pode facilmente atingir a escala de bilhões, especialmente se considerarmos outros custos, como gasolina.

6. Os funcionários ficam mais produtivos

Existe uma série de relatórios que citam o fato de que os funcionários que trabalham em casa são na verdade mais produtivos do que aqueles que trabalham em um escritório. Global Workplace Analytics tem provavelmente a compilação de dados mais compreensível disso, com números como 600 bilhões de dólares que são gastos anualmente com distrações no ambiente de trabalho e mostrando que a produtividade nacional aumentaria de 334 bilhões para 467 bilhões por ano através do teletrabalho.

7. Melhoria na qualidade de vida dos funcionários

Alguns anos atrás, pesquisadores da Umea University na Suécia, descobriram que “casais onde um dos parceiros enfrenta deslocamento/commuting maior que 45 minutos são 40% mais suscetíveis ao divórcio”.
O trabalho é uma das principais causas de estresse de funcionários e, no topo disso tudo, largamos o estresse dos deslocamentos diários. Os funcionários poderiam gastar este tempo trabalhando ou estando com suas famílias ao invés de ficarem sentados em um carro.

8. Novos espaços de trabalho

Como já mencionado, qualquer lugar é um potencial local para trabalhar; e isso inclui o home office, a cafeteria, ou qualquer outro local onde você consiga ter conexão com a internet. Nos últimos anos, vimos também a rápida escalada do coworking, onde funcionários de diferentes empresas podem alugar mesas ou escritórios próximos de suas moradias (ou onde for mais conveniente para eles). Estes espaços de coworking são equipados com salas de reuniões, cozinhas, e muitas vezes mais amenidades do que um escritório corporativo tradicional. Além disso, algumas empresas estão alugando seus espaços de escritório em “excesso” para empregados de outras companhias.

Conclusão

Não precisamos olhas mais adiante de nossas vidas pessoais para ver que trabalhar de um escritório nem sempre é a melhor abordagem. Claro que muitos vão argumentar que os escritórios são ótimos para estimular a comunicação e colaboração e que alguns escritórios são maravilhosos, com amenidades fantásticas que incluem desde lavanderia até massagem, passando por creche e até confeitaria!

Entretanto, a realidade é que até mesmo uma pequena distância impacta a comunicação e a colaboração dos funcionários. Uma vez que o funcionátio está a 200 pés (ou mais) de distância, as chances de eles conversarem um com o outro é praticamente zero; então, você pode também ter funcionários a milhas de distância.

Não quero aqui dizer que a comunicação face a face está morreu, até mesmo porque não é verdade, e certamente nós não queremos nos livrar do contato humano (pelo menos a maioria de nós).
Ao invés disso, as empresas precisam implementar ambientes de trabalho mais flexíveis, que permitam ao funcionário decidir como ele prefere trabalhar. Por exemplo: algumas organizações estão implementando “pop-up work spaces”, quando as reuniões são arranjadas da forma mais conveniente para todos, em espaços de coworking que podem ser agendados pelo período que precisarem. Não é o fim da comunicação face a face, mas sim saber que esta não é a única opção.

Tenho certeza de que você pode complementar a lista acima, mas a tendência geral é a de que você não precisa mais contar apenas com o espaço dos escritórios corporativos para fazer o seu trabalho.

Jacob é autor do best-seller The Collaborative Organization: A Strategic Guide do Solving Your Internal Business Challenges Using Social and Collaborative Tools (McGraw Hill).

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Via: José Falcão

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