Home office e a crise: qual o futuro?

Em qualquer roda de amigos a conversa que mais se ouve é: 2014 foi um ano difícil, 2015, então… não quero nem ver. Realmente, a inflação chegou com tudo, muitas demissões estão acontecendo, impostos subindo, apagões, falta de água… Parece o fim do mundo. E a pergunta que não quer calar é: teremos trabalho para pagar todas as contas, que não param de chegar?

Recentemente li um texto muito interessante que saiu no Brasil Post sobre o futuro do trabalho. Dentre vários outros materiais que li, este veio complementar aquilo que eu e o André pensamos. O trabalho no Brasil aos poucos está se modernizando, tentando entrar na mesma passada que a tecnologia (apesar da nossa CLT estar super defasada… mas enfim, vamos manter o foco). O que vai acontecer é que a economia se tornará sob demanda e a maioria dos profissionais se transformará em prestadores de serviços. Teremos em um futuro breve plataformas que consigam ligar o prestador de serviço ao cliente, ajudando a economia a girar, as duas pontas a se encontrarem e também dando ao prestador maior liberdade de fazer o seu horário. Vale dizer que o cliente também sairá satisfeito, uma vez que conseguiu resolver sua demanda de forma prática, rápida e com um ótimo custo/benefício.

Essa mudança toda acontecerá aos poucos e será reforçada pelos valores dos millenials (Geração Y), que valorizam mais o tempo para fazer o que gostam do que ficarem escravos de um sistema de trabalho antiquado para comprar coisas desnecessárias. Aliás, esta questão do estilo de vida é algo a ser analisado com maior profundidade, já que poucas pessoas hoje em dia se dão conta das suas “algemas douradas”, onde ficaram reféns de uma imagem e padrão de vida que não lhe trazem necessariamente mais felicidade. O texto de Anne-Marie Slaughter inclusive cita o seguinte:

“Mas uma mudança dramática da economia sob demanda é que a definição de qualidade de vida para os millenials agora envolve mais tempo e menos coisas. Os millenials optam por uma relação diferente entre dinheiro e realização. Eles certamente querem uma renda decente e um padrão de vida razoável. Mas uma mudança dramática da economia sob demanda é que a definição de qualidade de vida para os millenials agora envolve mais tempo e menos coisas. Por que ter um carro, uma máquina de lavar, um cortador de grama ou até mesmo um vestido de noite ou um bracelete de diamantes? Consuma-os só quando precisar”

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Por isso que essa nova economia também pode ser chamada de “economia do cuidado” ou “economia do interesse”, pois vai permitir que as pessoas consigam “navegar” pelas fases da vida que vão surgindo, como cuidar dos filhos pequenos ou dos pais idosos. Você então conseguirá manter sua ocupação e o seu tempo, bens pra lá de valiosos.

Hoje, já praticamos isso no home office. Vendemos um dos nossos carros em 2006, quando eu comecei a trabalhar em casa. Podemos ajudar nossos pais quando eles precisam de um help emergencial, como já aconteceu quando a minha mãe teve uma crise de cálculo renal e a mãe do André ficou internada com pneumonia. Hoje elas estão ótimas. Somos donos da nossa jornada de trabalho, o que nos dá liberdade total de usar o tempo como quisermos, afinal, depois nos organizamos e conseguimos repor o trabalho, nem que seja à noite ou no final de semana. E o futuro do trabalho caminha para esta direção. O home office, mais do que nunca, é uma demanda necessária em um mundo que carece de recursos e está com suas economias limitadas.

Hoje não é mais preciso ter uma estrutura de escritório para realizar o trabalho. Pelo contrário, esta estrutura é custosa. Como diz o texto de Anne-Marie: “precisamos de plataformas porque os custos de alugar um espaço central, centralizar procedimentos e políticas e ter funcionários permanentes são altos demais. É muito mais barato conectar clientes e provedores – e agora isso é possível”.

Vamos conseguir dividir o trabalho em projetos ou jobs e clientes específicos se ligarão a profissionais específicos e não com um grupo tentando resolver múltiplos casos ou clientes ao mesmo tempo, como nos escritórios tradicionais. Veremos mais pessoas realizadas, dedicando-se àquilo que gostam de fazer, seja na carreira ou na vida pessoal. Devemos pensar que a crise leva a soluções criativas e que nunca vivemos em um tempo com recursos tão escassos, porém com tantas possibilidades de realizar seu trabalho e fazer as coisas acontecerem. Está mais do que na hora de revermos certos valores, arregaçarmos as mangas e começarmos a construir um futuro promissor já. E um presente feliz e realizado. Sucesso para todos nós!

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