Ctrip: empresa chinesa revela que home officers são 13% mais produtivos

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O livro Freakonomics é um bestseller com quatro milhões de cópias vendidas e que apresenta estatísticas interessantes e contra-intuitivas do cotidiano. Freakonomics gerou um filhote – Superfreakonomics – e também um blog, filme, palestras, cases e um excelente podcast.

Um dos últimos podcasts traz um case muito interessante sobre as vantagens do trabalho portátil. Trata-se da CTrip (uma versão chinesa do Expedia), com sede em Shanghai e que possui 14.000 funcionários.

Por conta do alto custo imobiliário dos espaços comerciais de Shanghai, o co-fundador da empresa, James Liang decidiu levar parte dos seus funcionários para casa. O executivo estava fazendo um doutorado em economia em Stanford e resolveu transformar a experiência em um trabalho acadêmico. Contratou 500 novos colaboradores e escolheu, randomicamente, metade deles para trabalhar em home office. Os 250 restantes – o grupo de controle – trabalhariam nos escritórios da empresa.

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A expectativa do estudo foi atingida, pois houve uma grande economia em custos de aluguel. A surpresa aconteceu com relação ao rendimento dos funcionários: o grupo que estava trabalhando remoto foi 13% mais produtivo do que quem permaneceu na sede da empresa. Alguns motivos são óbvios: redução na taxa de absenteísmo, menos tempo perdido em congestionamentos, extensão do tempo de trabalho e principalmente a diminuição nos ruídos e distrações que ocorrem no escritório.

O podcast observa que obviamente existem distrações em casa, mas que as do escritório são piores para a concentração e eficácia dos colaboradores. A transmissão alerta também para o fato de que nem todo mundo tem o perfil de trabalhar remoto.

Para completar o estudo, o podcast traz a opinião de uma especialista em saúde pública da Washington University que afirma que pessoas que fazem grandes trajetos diários entre casa e trabalho sofrem de mais problemas de saúde (sobrepeso, pressão alta e outros) em comparação a pessoas que fazem trajetos menores.

Veja abaixo o Podcast original (em inglês)

Via Guilherme Teixeira de Freitas

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