Como perder 9 kg no home office

“Você tá mais gordo, né?”, disse uma pessoa querida quando me viu sem camisa na praia, com a sutileza de um caminhão bi-trem desgovernado. Vesti a camisa de novo.

Mas eu tava meio pançudo mesmo. Acima do meu peso normal. Isso foi na época em que eu trabalhava na agência de publicidade. Quando vim pro home office, perdi 9 quilos em alguns meses.

Nos tempos de agência, minha alimentação era uma porcaria. Almoçava um prato de friturebas em um quilinho qualquer do centro da cidade. E no “jantar” (sim, porque a gente trabalhava até as 10 da noite) pedia uma pizza de calabresa e comia umas fatias quase geladas na frente do computador. Ou na sala de reuniões, discutindo trabalho.

Vida saudável

Vida saudável

Tinha tanto antiácido na minha gaveta que já tinha virado lenda no prédio. Vinha gente com azia de outras empresas me pedir uma pastilha emprestada.

Quando vim pro home office, tinha dois caminhos pela frente. O primeiro era largar o freio de mão de uma vez e fazer meio expediente do lado da geladeira. O segundo era aproveitar que agora tinha mais controle sobre a minha vida e tentar disciplinar também a alimentação.

Sabiamente escolhi a segunda opção. E em poucos meses já consegui dar uma boa secada, reduzir a barriga e baixar o colesterol. Estas são as dez dicas que eu uso até hoje pra manter meu peso (mais ou menos) dentro do normal.


1. Um lanchinho no meio da manhã e outro no meio da tarde
Aqui o objetivo é não chegar roxo de fome na hora do almoço ou do jantar. Lá pelas dez da manhã eu como umas uvas passas ou um chips assado. E às 16 horas uma maçã ou algum petisco saudável. Quando chega a hora da refeição principal, não estou tão faminto e não faço aquele estrago.

Ah, obrigado... É exatamente o que eu tava com vontade de comer...

Ah, obrigado… Era bem isso que eu tava a fim de comer…


2. Trocar besteiras por não-besteiras
Acho que já falei sobre isso aqui, mas não custa repetir. A verdade é que a gente acaba beliscando o que já tem em casa. Se tem bolacha recheada, doce e refri, é isso o que a gente vai acabar botando pra dentro quando for assaltar a geladeira e o armário. Então, o negócio é mudar isso já no carrinho de compras do supermercado.

Na minha lista do super tem suco (aqueles sem adição de açúcar, não os de caixa), pacotinhos de aperitivos (com nozes, amêndoas e passas) e frutas descascadas e cortadas em cubos (que você encontra em alguns mercados). Prático e saudável.

Não siga o Mestre

Não siga o Mestre


3. Reduzir o pão francês
Eu adoro um pãozinho francês quentinho no café da manhã. E odeio essas broas com trocentos grãos. Por isso eu alterno: uma vez compro o pão francês, na outra o seco pedaçudo, onde eu derreto um pouco de manteiga e até desce. E no dia do pão francês, ainda corto ele e como só a metade.


4. Exercício agendado
Um dia desses vi o Dr. Drauzio Varella chegar a uma conclusão genial. Para ele, fazer exercício não é uma coisa natural. Nenhum animal em sã consciência sai gastando energia à toa. Por isso que fazer exercício é tão difícil. A preguiça faz parte do nosso instinto de sobrevivência. E por isso que a gente tem que se forçar a sair do sofá.

Mas depois que a gente começa a fazer exercício regularmente, a endorfina deixa tudo mais agradável. E pra ficar ainda melhor, o legal é encontrar alguma coisa que você gosta de fazer. Eu gosto de surfar, mas infelizmente o mar fica a 120 km daqui. Correr ao ar livre, até que vai. Então faço isso 3 vezes por semana. Mas pra levar a coisa a sério, tenho que colocar na agenda, como se fosse uma reunião com cliente. Funciona.

Outra coisa que funciona é fazer tudo a pé. Restaurante, banco, correios, cartório. O que for perto de casa, vá caminhando. Cinco quadras de ida e cinco de volta dá quase um quilômetro. Já é alguma coisa.

O instinto natural do homem das cavernas

O instinto natural do homem das cavernas


5. Quilinho ruim
Essa eu faço depois de meter o pé na jaca no fim de semana. Tem um buffet por quilo aqui perto de casa que eu não gosto de ir. A comida é ruim. O pessoal é mal humorado. É de perder a fome. E é bem por isso que eu vou lá. Pra mim, não tem dieta melhor do que almoçar no quilinho ruim.

Quer experimentar umas bolachas?

Quer experimentar umas bolachas?


6. Meditação
Meditar é prestar atenção no que está acontecendo. E comer meditando é uma ótima forma de comer menos. A gente tem que tentar sentir o gosto dos ingredientes, o cheiro dos temperos. Prestar atenção nas cores e nas texturas antes de dar a garfada. Ouvir o som que a comida faz quando a gente mastiga.

Parece fácil, mas é bem difícil. A cabeça da gente viaja. Pensa em tudo, menos na comida que está comendo. E isso fica ainda pior pra quem assiste televisão ou conversa sobre trabalho durante a refeição.

Não é sempre que dá, mas quando eu consigo meditar durante a refeição, eu como bem menos e tenho uma digestão muito mais leve. Por isso vale a pena treinar. E desligar a TV. E evitar assuntos pesados durante as refeições. Isso é regra aqui em casa.

Homer-monge meditando no biscoitinho

Homer-monge meditando no biscoitinho


7. Slow food
Existe um prazo pro corpo sentir saciedade. Enquanto o cérebro não diz “chega”, a gente continua comendo sem parar, achando que ainda tá com fome. E quem come rápido que nem eu, acaba comendo mais do que realmente precisa.

Pra resolver isso, uso a estratégia do “prato solo” (acabei de inventar o nome). Termino meu primeiro prato e espero uns 10 minutos. Se depois disso ainda estiver com fome, aí me sirvo um pouco mais. Senão, cruzo os talheres. Na maioria das vezes, não preciso repetir.


8. Beba com moderação
Boteco com os amigos é um dos melhores programas. Mas quanto mais velho a gente fica, mais lento é o metabolismo pra lidar com o bolinho de bacalhau e o choppinho. Vai tudo direto prá pochete. Para não cortar completamente essa diversão da minha vida, botequinho agora só no final de semana. Senão, não tem saúde que aguente.

Acho que não tenho mais idade pra isso

Acho que não tenho mais idade pra isso.


9. Doces melhores
Essa dica é da Marina, que não dispensa um docinho. Principalmente chocolate. Pra não se perder nas curvas (trocadilho acidental), ela prefere investir em doces um pouco mais caros. Uma barrinha de chocolate suíço, por exemplo. Aí a gente degusta a barra pedacinho por pedacinho, economizando pra aproveitar a iguaria por mais tempo.

Uma barra dessas dura uns quatro dias aqui em casa. Desse jeito, a gente conseguiu reduzir o consumo de açúcar. Se fosse uma barra de chocolate hidrogenado, baratinho, a gente ia acabar matando tudo em uma sentada, sem dó nem piedade.

O macete é comer só um quadradinho de chocolate por vez

Um quadradinho de chocolate por vez


10. Comida caseira
Trabalhar em casa abre essa opção: cozinhar em casa. Eu sei, às vezes dá preguiça de fazer comida pra uma ou duas pessoas. Mas uma refeição feita em casa pode ficar bem mais saudável do que uma de restaurante. A gente tem como saber a qualidade e procedência dos ingredientes que vão no prato. Tem certeza que a coisa toda foi preparada com higiene. E ainda pode usar ingredientes orgânicos ou pelo menos com uma quantidade menor de conservantes, corantes, sódio, gorduras, transgênicos e outras porcarias químicas.

De vez em quando, vale a pena tirar as panelas do armário e preparar sua própria refeição. Uma dica: comprar uma lava-louças remove grande parte da preguiça de cozinhar em casa.

Outra dica: cozinhe em casa sempre no dia anterior ao dia da diarista

Outra dica: cozinhe em casa sempre no dia anterior ao dia da diarista


Perder uns quilinhos no home office não é tão difícil. Você pode mudar sua lista de mercado. Comer com mais calma e prestando atenção na comida. Reduzir o pãozinho e o choppinho. Colocar o exercício na agenda. E fazer uma comidinha caseira. Pequenos hábitos que fazem uma grande diferença na saúde, na balança e na autoestima.

Além de garantir mais qualidade de vida e tempo livre, o home office também ajuda a emagrecer. Quem diria, hein?

E você, tem alguma dica ou receita pra adicionar à nossa “dieta do home office”? Se tiver, é só escrever nos comentários aqui embaixo. Enquanto isso a gente vai enganando a fome com umas passinhas 😉

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