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Como economizar (ainda mais) no seu home office

Trabalhar em casa já é econômico por natureza. Não tem o aluguel do escritório. As contas de consumo são compartilhadas com a da casa. Você precisa comprar menos roupas. Você economiza em combustível e em estacionamento.

Mas a verdade é que dá para economizar ainda mais.

Com o uso de aplicativos e um pouco de planejamento é possível reduzir ainda mais o custo fixo, além do que já se economiza trabalhando em casa. E isso sem cortar o essencial, que para nós é saúde (plano de saúde e eventuais consultas particulares) e lazer. Quer saber como?

Esconda a chave do carro
Faz mais de 10 anos que temos um carro só. Como os dois trabalham em casa, conseguimos compartilhar o mesmo carro durante todos esses anos sem o menor problema.

Mesmo assim o custo de manter um carro no Brasil é alto. Tem IPVA, seguro, gasolina, estacionamento (quando saímos para reuniões), manutenção. Em um cálculo feito meio por cima, nosso carro nos custa cerca de R$1.000 por mês. Eu acho muito. Principalmente porque a gente tira ele bem pouco da garagem.

Por isso, resolvemos fazer uma experiência. Deixamos o carro três meses na garagem para confirmar se ele realmente faria falta. O teste também serviu para calcular de quanto seria nossa economia.

A primeira coisa que fizemos foi mudar o seguro do carro, alterando a modalidade para somente contra terceiros. Com isso já reduzimos o custo em 75%.

Depois passamos a fazer mais coisas a pé no nosso bairro: compras no comércio local e passeios perto de casa. Usar mais o comércio vicinal foi ótimo: as caminhadas são um bom exercício, a gente prestigia os comerciantes locais e deixa de pegar o carro para qualquer coisa, como comprar pão, por exemplo.

Outra mudança foi tentar usar mais a bicicleta, mas isso não deu muito certo. Nosso bairro é um sobe e desce, com ladeiras muito íngremes, e isso inviabiliza o uso da bike ou do skate (também cogitado para essa finalidade). Mas se o seu bairro for mais plano, essa pode ser uma ótima opção de deslocamento para pequenas e médias distâncias. Mas tome cuidado: infelizmente no Brasil ainda é muito perigoso andar de bicicleta. Muitos motoristas não respeitam. Ciclovias e ciclofaixas ainda são raras. E os roubos são comuns. Talvez um dia isso mude e a gente possa ser um pouco mais como Amsterdam ou Copenhagen, onde a hora do rush quase não tem carros porque está todo mundo indo ou voltando de bike. Torço muito por isso. (ah, e não esqueça o capacete!)

Para distâncias maiores, táxi ou Uber são excelentes soluções. Esse último passou a ser o meu preferido: rápido, barato, cordial e prático. E agora a disruptura (Uber) está tendo a sua disruptura: novas empresas de transporte via aplicativo estão chegando e a tendência é que em breve essa facilidade também chegue a cidades menores.

O único porém que percebemos é que tanto o táxi quanto o Uber não compensam no fim de semana. Muito menos para viajar para a praia (tentamos o aluguel de carro, mas o valor não é atrativo). Por isso, ainda mantemos nosso carro na garagem, mas só para passear no fim de semana.

Resultado da experiência? O que era R$1.000,00 por mês, virou R$400,00. Uma redução de 60%!

Em resumo: se você quiser fazer um favor para o seu bolso e também para o planeta, vale considerar uma dessas opções: a pé, bike, táxi ou uber (e afins).

Super planejado
Para mim, ir ao supermercado é uma tortura. É como tirar um band-aid: quanto menos demorar o martírio, melhor. Sorte que a gente faz o próprio horário e pode fazer as compras quando o mercado está mais vazio. Por isso é mais fácil planejar as idas ao super. E mais barato também. Sabe por quê? Cada vez que você vai ao supermercado, coloca na cestinha coisas que não precisa. É a armadilha de comprar supérfluos. É nisso que eles ganham e é nisso que a gente acaba gastando demais. Quando você vai menos vezes ao mercado, compra menos supérfluos. E gasta menos. Além de não perder tanto tempo.

Por isso resolvemos fazer um planejamento de compras. Esse planejamento começou com um cardápio quinzenal de receitas. Primeiro separamos quais receitas a gente gosta e sabe fazer. Depois fizemos uma nova seleção, separando quais das receitas escolhidas usam os mesmos ingredientes. Por exemplo: macarrão bolonhesa e tacos mexicanos. Então criamos uma lista com os ingredientes que podem ser aproveitados em mais de uma receita. No caso das receitas acima, os ingredientes em comum são carne moída, molho de tomate e queijo ralado. Pronto: esses três itens tem cadeira cativa na lista de compras. Muitos restaurantes criam seus cardápios dessa forma para otimizar os mantimentos.

Então, sempre nos primeiros dias e na metade do mês a gente respira fundo e vai até o supermercado com essa lista na mão.

Com a despensa e geladeira cheias, podemos cozinhar refeições durante duas semanas, até a próxima grande compra quinzenal.

E para não ter que ir ao mercado cada vez que precisa de pão, por exemplo, dá para ter uma pequena despensa com alguns produtos não-perecíveis (como leite longa-vida) e congelados no freezer (como porções de arroz cozido). Prático e rápido.

Com o planejamento quinzenal e a redução de idas ao supermercado, conseguimos diminuir este custo fixo em cerca de 30%.

Disruptura da diarista
Outra tentativa que fizemos foi usar um aplicativo para serviços domésticos. A ideia é boa: você compra apenas algumas horas de serviço de uma diarista e o pagamento é descontado diretamente no cartão de crédito pelo aplicativo.

Mas a experiência acabou não dando certo. Tivemos que ensinar a primeira pessoa o que ela deveria fazer, onde encontrar os produtos de limpeza, etc. Na segunda vez a mesma pessoa não pôde vir e perdemos tempo ensinando tudo outra vez para a nova diarista. Além disso, a plataforma teve um problema e o nosso cadastro foi deletado. A coisa toda acabou sendo mais um incômodo do que uma ajuda. Mas mais pra frente talvez a gente tente de novo.

Yoga compartilhada
Nossa amiga Denise bolou um formato para otimizar atividades que costumam comer parte dos ganhos. A ideia é simples, mas bem inteligente. Ela cede uma sala do apartamento e reúne 5 ou 6 amigos com um interesse em comum. No nosso caso, ter aulas de yoga. Então cada pessoa paga R$ 10 por aula e isso viabiliza o pagamento do professor. A ideia aqui não é ter lucro, mas viabilizar atividades a um preço bem baixo. Outras atividades que podem ser realizadas nesse mesmo formato: palestras, oficinas, sessões de vídeo, aulas de culinária, etc.

Skype e Whatsapp vs. Telecom
Telefone fixo já é coisa do passado. A cobrança em pulsos e com franquias é cara e ultrapassada. E as únicas pessoas que ainda nos ligam no fixo são nossos pais. Grande parte da comunicação agora é via Whatsapp, inclusive com os clientes. Mas se você ainda precisa de um número fixo para dar mais credibilidade ao seu cartão de visita, considere comprar um número no Skype.

Minha tia-avó costuma dizer que “com o bom a gente se acostuma”. E o contrário também vale: não é fácil abrir mão de alguns confortos. Ninguém quer perder privilégios adquiridos. Pegar o carro sempre que precisar sair de casa. Dar um pulo no supermercado cada vez que falta alguma coisa. Ter aula de yoga em uma academia.

Para conseguir abrir mão desses pequenos privilégios, só com muita disciplina e vontade de mudar. E essa nova atitude precisa ser adotada por todos que moram na mesma casa. Por isso talvez seja necessário ter um papo com a família sobre o novo protocolo: todo mundo tem que concordar com as mudanças.

Mas com certeza o esforço vai valer a pena. Afinal de contas, cortar os custos é bem mais fácil do que aumentar os ganhos. Principalmente em tempos bicudos como esses que o nosso país está passando. Isso sem falar na questão da otimização de recursos e da sustentabilidade, que também têm que ser consideradas. E gastando menos, você também precisa trabalhar menos. No fim das contas, você vai ver: a conta fica muito mais leve e a sua consciência também. 😉

 

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