A morte dos puxa-sacos

Era uma vez dois colegas de trabalho.

Um era muito dedicado e competente.

O outro era um zero à esquerda, mas amigão-paga-lanche-baba-ovo do chefe. Ou cunhado do chefe. Ou sobrinho do cliente. Ou uma loira escultural em trajes sumários.

Um dia, surgiu uma oportunidade de promoção na empresa.

Você quer que eu termine a história, ou já sabe quem foi promovido?

Eu não sei você, mas esse tipo de situação sempre me revoltou.

Lá em casa meu pai sempre nos ensinou que quem trabalha bastante, nunca pára de estudar e tenta ser o melhor da sua profissão com certeza vai se dar bem na vida. Meu pai acredita na meritocracia.

Eu também acreditava nisso. Por isso investi tanto tempo, dinheiro e esforço na minha formação profissional. E trabalhei sempre com muita, mas muita dedicação. Mas com o tempo, comecei a perceber que os cunhados, indicados e puxa-sacos estavam tendo seu trabalho mais valorizado, apesar da óbvia incompetência e falta de compromisso.

O mercado de trabalho brasileiro me ensinou uma lição diferente. Aqui, na maioria das vezes o relacionamento interpessoal vale tanto – ou mais – do que competência, experiência, comprometimento.

Outro dia li um artigo muito bom de um gringo que trabalhou um tempo no Brasil e que confirma isso. No texto ele mostra as diferenças entre os colegas daqui com os do seu país de origem. Resumindo o que ele constatou: no Brasil as pessoas preferem trabalhar com uma pessoa sedutora, “gente boa”, nem que tenham que carregá-la nas costas e assumir parte das suas funções. Já em outros países, as pessoas não se importam tanto em trabalhar com alguém mais “difícil”, desde que ele contribua com sua competência para que todo o grupo tenha resultados positivos e, com isso, mais sucesso na carreira.

Eu acho que isso diz muito sobre nós, não?

Para mim, esses valores truncados sempre foram um inferno. Sou prático e pragmático demais (às vezes até meio pessimista), estou quase sempre de camiseta e odeio bajulação.

Por isso, fico muito feliz quando eu vejo estatísticas que mostram que o trabalho remoto está aumentando consideravelmente no Brasil e no mundo. É um alívio saber que, em alguns anos, grande parte das relações de trabalho será realizada à distância. Isso é muito bacana pois tira da equação os fatores que hoje influenciam (e muito) a relação chefe/cliente X trabalhador/fornecedor, mas que não tem nada a ver com o trabalho em si.

Em um futuro breve, as pessoas serão valorizadas pela qualidade do seu trabalho, e não de acordo com seu gênero, cor da pele, aparência, idade, cidade onde moram, competência em bajular.

Em um futuro breve, o home office e o trabalho remoto vão democratizar as relações trabalhistas e instituir uma Meritocracia Global.

Em um futuro breve, vai sobreviver quem trabalhar com seriedade e dedicação.

Que vença o melhor!

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Gostou? Assista o vídeo abaixo com o resumo do que está escrito ali em cima. 😀

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3 Comments

  • Luiz Medeiros

    Reply Reply 10 de março de 2016

    André e Marina, bom dia!
    Estou muito entusiasmado com essa filosofia home office. Ou com essa prática de vida tão profunda em riquezas de valores, são só de trabalho. Eu diria uma vida sustentável em todos os aspectos. desde do momento que nos levantamos ou seja, quando acordamos, tomamos café e vamos para o melhor ambiente de trabalho. que é o Gol Home Office. Parabéns pelo nível de consciência que vocês tem nos passado.

    Grato!

  • Marina

    Reply Reply 10 de março de 2016

    Olá Luiz, tudo bom? Que bom que está animado com o home office, com certeza é o formato mais sustentável de trabalho, sem falar que é o mais prazeroso também. Boa sorte na sua empreitada e aproveite o conteúdo do GoHome! 😉

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