95% dos colaboradores buscam o trabalho portátil

Um relatório de 2013 da Cisco e um estudo realizado em 2014 pela Stanford University trazem novas e reveladoras estatísticas sobre o trabalho portátil. Os estudos mostram que o está sendo adotado por um número cada vez maior de empresas do mundo, que com isso estão reduzindo custos imobiliários, retendo talentos e aumentando a satisfação dos colaboradores. É o que mostra a matéria publicada na revista Veja de 28/10 e embasada nestas pesquisas.

Os dados mais significativos demonstram que em determinadas empresas houve um aumento de 13,5% na produtividade dos colaboradores remotos em comparação com seus colegas na empresa que executam atividades similares. A atração de talentos é outra vantagem do trabalho portátil: segundo as pesquisas, 38% das pessoas declararam que a possibilidade de trabalhar home office foi o principal motivo de terem aceitado um emprego. Metade dos entrevistados declarou também que o trabalho portátil foi determinante para reduzir conflitos familiares.

Mas a estatística que mais chama a atenção apresenta um dado surpreendente: entre o home office e o escritório tradicional, 95% dos colaboradores disseram que preferem trabalhar de casa, nem que somente alguns dias da semana.

As empresas estão começando a reconhecer essa demanda e muitas já estão permitindo o trabalho portátil para grande parte do seu quadro de funcionários. Nos países desenvolvidos como Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, cerca de 50% dos gerentes já podem trabalhar remotamente. E nos países em desenvolvimento, como o Brasil, este privilégio já faz parte da rotina de 20% dos gestores. E este número só tende a crescer.

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Obviamente existem desafios pela frente. Entre eles, um dos que aparecem com destaque nas pesquisas é o fato dos colaboradores remotos ainda estarem sendo preteridos em eventuais promoções, mesmo produzindo mais que seus colegas. Há também um sentimento de rancor daqueles que não foram incluidos nos programas de home office. Além destes, surgem ainda resistências gerenciais e culturais nas empresas, problemas comportamentais dos colaboradores no ambiente doméstico, ruídos na comunicação entre gestores e equipe virtual, entre outras questões. Porém, estes obstáculos costumam ser resolvidos facilmente com a capacitação e o treinamento de todos os envolvidos em um programa de trabalho portátil. E quando os nós são desatados, a evolução começa.

E a promessa do trabalho remoto é exatamente esta: fala-se em um futuro breve onde a produtividade será potencializada, o desemprego reduzido e haverá o surgimento de uma meritocracia global, onde a distância entre colaborador e gestor recompensará os competentes no lugar dos que são apenas bem relacionados.

Sua empresa está pronta para a Era do Trabalho Portátil?
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Fontes:
https://web.stanford.edu/~nbloom/WFH.pdf
http://www.cisco.com/web/BR/assets/pdfs/byod_connected-world_cte_report_pt-br.pdf
http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx (Edição 2449 – pág 82-83)

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