Secretária remota: nova carreira em ascensão

O GoHome conversou com Deisiane Zortea Kuckla, uma empreendedora de União da Vitória (PR), que mora em Curitiba e desde o início de 2011 trabalha como secretária remota. Seu exemplo é um case de sucesso de empreendedora que correu atrás do que queria, se planejou (fez pesquisa de mercado e plano de negócios) e implementou a ideia. “Já trabalhava há anos como secretária em um escritório de arquitetura e analisava a ideia de trabalhar em casa. Percebi que havia uma necessidade de organização da vida profissional, especialmente dos profissionais liberais. Nos Estados Unidos o serviço de assistente virtual é bem comum, mas vi que no Brasil ainda estava começando”, comenta Deisiane. Depois de muita pesquisa própria e consultoria do SEBRAE, ela montou seu escritório em casa, onde já tinha mobiliário adequado e adquiriu um notebook, além de instalar banda larga para poder realizar seu trabalho.

Foto Luiz Costa

Deisiane já iniciou seu trabalho com clientela, inclusive alguns clientes surgiram a partir da pesquisa de mercado. “Quando eu perguntava sobre a demanda dos serviços, algumas pessoas respondiam: ‘sério que existe este serviço em Curitiba? Eu preciso disso'”, conta. De lá para cá, Deisiane fez algumas adaptações em seu pacote de serviços, mas sua agenda comporta todo o trabalho de secretariado, administrativo e até RH e financeiro, como contas a pagar, prospecção, contratação, agenda, orçamentos, etc. Para o serviço de atendimento telefônico, Deisiane conta com a parceria de uma colega que atende os ramais com script pré-definido.

Como funciona
O serviço da secretaria remota é cobrado por hora e Deisiane define com o cliente o pacote mensal. Caso ultrapasse o limite, ela avisa e combina os extras com o cliente. A secretária atua como MEI (Micro Empreendedor Individual), fornece nota fiscal para seus clientes (o que ajuda a não configurar vínculo empregatício), e conta que hoje consegue faturar mais do que quando era contratada de uma empresa. “Claro que tem os custos fixos de uma empresa, como telefone e internet. Agora, estou comunicando meus clientes a me ligarem no telefone Voip, para não misturar com o da casa”, explica. Esta é uma separação importante, especialmente para não invadir a privacidade da residência. Deisiane tenta se ater ao horário que definiu para trabalhar, das 8 às 17 horas, com uma hora de almoço. Mas sabe que quando o trabalho exige, vai além desse horário. “Estou me policiando para cumprir este expediente e depois do trabalho poder me dedicar ao meu hobby”, conta Deisiane.

Sobre as vantagens e desafios de trabalhar em casa, a secretária remota comenta que é uma grande facilidade não ter que sair de casa quando está chovendo, por exemplo, enfrentar trânsito ou ter que levantar muito cedo para chegar ao serviço no horário. “Valorizo a flexibilidade de horários, posso montar a minha agenda. Por isso consigo estar aqui, no café, sendo entrevistada por vocês. Também economizo com combustível, alimentação fora de casa, etc.”. Sobre as desvantagens, Deisiane diz que não consegue elencar nenhuma, a não ser pelo fato de agora ter que dedicar um tempo para organizar as finanças da própria empresa. Mas nada que ela não consiga tirar de letra, não é mesmo? =)