Barulhinho chato

28 Outubro 2008 por Marina Sell

Trabalhar de casa também tem suas desvantagens… Há dias o cachorro do vizinho - com o perdão do jogo de palavras - não pára de latir um minuto. Passa a tarde inteira latindo em um tom esganiçado, com pequenas e irritantes pausas. Como moramos em casa, em um bairro tranquilo de Curitiba, tem dessas. Vizinhança pacata, cada quintal com seu cachorro (também contribuímos nisso!). Uns mais calminhos que outros. Mas basta um só cachorro chato pra acabar com a paciência de qualquer um… Bem, também não posso deixar de comentar que no meu trabalho anterior acontecia algo parecido. O prédio comercial fica em um bairro super bem localizado aqui de Curitiba, um dos mais caros. Só que entre uma sala e outra, existem consultórios médicos. E bem do lado da nossa tinha um consultório pediátrico. Ou seja, chorinho de neném vez ou outra no meio do expediente. Difícil se concentrar!
Mas não adianta, esses barulhinhos chatos volta e meia vêm atrapalhar o nosso trabalho. Independente de ser em casa ou não. Aí é que entram a famosa diplomacia de ir conversar com a fonte do barulho e a capacidade de lidar com o problema calmamente. Limites à prova…

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O Home Office dos Gênios

26 Outubro 2008 por André Brik

Ontem fomos a uma exposição bem completa sobre a vida e a obra do naturalista Charles Darwin. Muito bem montada, apresenta de forma bem didática a sua teoria, sua história, seus objetos pessoais e seu home-office (!). Eu não sabia, mas quase toda a obra “A Origem das Espécies” foi formulada na “Down House”, uma casa para onde Darwin se mudou com a família para fugir do agito da Londres vitoriana. E neste refúgio, Darwin mantinha um home office completo, que incluia laboratório, lareira e uma lousa para suas anotações. Abaixo, gravuras da época e imagens atuais.

Outro gênio adepto do escritório em casa, foi Sigmund Freud. Era em seu home office na “Bergasse, 19″ que ele atendia seus pacientes, e portanto, onde a psicanálise foi – de certa forma – concebida. Quando Freud teve que deixar Viena fugindo do nazismo, levou seus objetos pessoais e móveis (entre eles o famoso divã) para Londres onde morou até sua morte em 1939. A casa foi posteriormente transformada no Freud Museum.

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Meu chefe agora sou eu (por Maggi Krause)

30 Agosto 2008 por admin

Depoimento excelente da Maggi. Definiu muito bem os “prós” e “cons” do home-office, mostrou que não existe “benefício salarial” maior do que ter tempo para curtir os filhos, e que o auge da carreira (e um dos seus maiores desafios) é ser o chefe de si mesmo.

Boa leitura!

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E confesso a vocês, sou dura comigo. Estabeleço metas às vezes difíceis de cumprir, almejo a eficiência e me dedico bastante. Procuro palavras com zelo, me coloco no lugar do escritor, me imagino na cadeira do leitor… meu cérebro se exercita o tempo todo! Pena que eu não dê tanta atenção ao meu corpinho, que bem precisava de umas aulas de alongamento!

Mesmo transferindo o escritório para dentro de casa, continuo regida por agendas e de olho no relógio - que é para não perder o pé, nem o horário de buscar alguém na escola, levar para o ortodontista ou à aula de natação… A idéia, afinal, era ficar mais com os meninos ou seguir carreira solo? As duas alternativas são válidas e, verdade seja dita, a vida de equilibrista assim ganha tempero: é dentro da mesma casa que preciso provar que sou boa profissional e ao mesmo tempo, que sou uma mãe melhor e mais dedicada. Uf, que cobrança digna de chefe!

O fato é que tem cada vez mais gente trabalhando em casa e, como tudo na vida, essa realidade tem “pros & cons”, como diriam os americanos. Uma das grandes vantagens é deixar de enfrentar pelo menos 1h30 de trânsito caótico em Sampa para ir e voltar da empresa. Esse tempo pode ser aproveitado para uma caminhada matinal, um pulo no supermercado ou para horas extras na edição de textos. Aliás, trabalho mais horas em casa por um motivo simples motivo: não perco tempo em reuniões, em cafezinhos, em burocracia ou conversas telefônicas. Tudo é mais focado, mais trabalhoso, exige concentração e faz muito mais sentido (uf! que alívio tirar essa conclusão). Leia o resto deste artigo »

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Dados home office Brasil (por Maggi Krause)

21 Agosto 2008 por admin

Publicado no blog Vida de Equilibrista, um artigo que compila as poucas informações sobre este segmento no Brasil. O texto é de Maggi Krause. Confiram!

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Diz um comercial recente na TV que, num futuro próximo, cerca de ¼ das pessoas economicamente ativas vai trabalhar em casa ou em estações de trabalho distantes da empresa. Isso não é uma confirmação, mas aponta uma tendência!

Só nos últimos 5 anos, o número de pessoas que trabalham por conta própria cresceu 22% no Brasil.

As empresas descobriram que o trabalho remoto pode sair mais em conta e o funcionário, mais motivado, também rende mais. Por isso, na década passada, nos Estados Unidos, 10 milhões de empregados foram cumprir parte de seu expediente em casa.

No Brasil, 4 milhões de pessoas passaram a trabalhar de suas casas.

Segundo a revista Veja, em artigo de 06/08/2008, cerca de 10% desses brasileiros saíram em busca de uma alternativa, principalmente por causa da solidão. Aumentou a procura por salas compartilhadas, onde os contatos com outras pessoas são uma constante.

De acordo com a pesquisa Economia Informal Urbana, feita pelo IBGE e o Sebrae e divulgada em julho de 2005, 10 milhões de brasileiros (entre eles, 3 milhões de mulheres) se dedicam a pequenos empreendimentos - e 34,9% deles desenvolvem essa atividade em domicílio.

Acredito que um dos fatores determinantes para que as mulheres migrem para o trabalho em casa é a oferta escassa de empregos formais.

Além disso, nas classe sociais A e B, a busca de alternativas que procurem flexibilizar horários de trabalho para poder dar mais atenção à família é um universo possível, principalmente quando o orçamento familiar se baseia nos rendimentos do casal.

Mulheres que compartilharam as conquistas econômicas da família - e poderiam se considerar tão provedoras quanto os maridos - muitas vezes fazem acordos com eles, mudam de atividade e abdicam de parte do salário em troca de horas a mais com os filhos!

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Home office EUA 2007

7 Julho 2008 por André Brik

Encontrei dados mais atualizados sobre o número de teletrabalhadores nos EUA (considerando teletrabalho quando é realizado pelo menos uma vez por mês fora do escritório). São 12.4 milhões de teletrabalhadores contratados (em meio período ou integral), e 16.2 milhões de autônomos ou empresários. Destes, 60% são homens e 40% mulheres.

Estas estatísticas demonstram também a tendência da adoção do home-office como solução tanto entre autônomos como para teletrabalhadores, pois apontam um aumento de 10% entre 2005 e 2006 (de 26,1 para 28,7 milhões de pessoas), e de 63% desde 2004! Levando em consideração que a força de trabalho americana é composta de 149,3 milhões de pessoas, podemos afirmar que atualmente 8% destes são telecomuters, e 20% dos norte-americanos trabalham de um home-office.

O número de pessoas que declaravam que nunca trabalhariam de casa também caiu 25% entre 2005 e 2006. No mesmo período, o número de teletrabalhadores em tempo integral cresceu 20%, para 14.7 milhões de pessoas.

Entre outros motivos, o que levou a este aumento foi a proliferação de internet wi-fi e bandas mais rápidas a preços menores. Além disso, a busca por mais flexibilidade e equilibrio entre trabalho e vida pessoal.
A previsão da pesquisa estima que até 2010, 100 milhões de trabalhadores estarão executando suas funções longe dos escritórios tradicionais.

Seguem abaixo os links dos artigos na integra:

http://www.management-issues.com/2007/2/13/research/us-sees-big-rise-in-teleworking.asp

http://www.networkworld.com/news/2007/062007nww-teleworke-sldshw.html

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Síndrome de Jaques (colaboração Rubens Pimentel)

3 Junho 2008 por admin

No artigo anterior a este falamos a respeito dos incômodos relacionados ao trabalho em regime de home-office. O cuidado para evitar tais incômodos está em como arranjamos nosso espaço de trabalho e o acordo que fazemos com nossos queridos bichos de estimação. Fundamental para conquistarmos a paz e tranqüilidade que tanto sonhamos.

O trabalho a partir de casa é uma tendência mundial e recentemente na edição de maio da Revista Super Interessante uma matéria sobre ócio e produtividade aponta que 40% dos funcionários da IBM não têm mesa fixa e na Best Buy a produtividade aumentou 35% depois que metade dos 4 mil funcionários passou a ser avaliada por tarefas realizadas e não pela presença na empresa.

De fato esta tendência mostra que a maioria de nós ira tomar o caminho de volta pra casa, não para se aposentar, mas para trabalhar, e aos desavisados informo, sem planejamento você apenas irá conseguir trabalhar muito mais.

Aproveitando nossa experiência em mandar todos para trabalharem de casa vamos ao alerta desta edição: cuidado para não se transformar no JAQUES.

Começa ocorrer quando o profissional não prepara adequadamente o ambiente em que irá trabalhar e sua vida profissional se confunde com a vida da casa e a da família. Vai se perdendo o referencial que separa essas duas vidas, e, tarefas que antes eram feitas aos finais de semana começam a permear o trabalho profissional. Em geral o resultado é labuta de segunda a segunda e aumento do estresse, não o contrário como sempre se espera.

Deve-se começar por acordos com todos no local, mas aviso, se o acordo não for respeitado coloque ordem do tipo Top-down, como fazíamos em nossa vida executiva quando necessário. Importante comece pela empregada.

Bem, mas vamos à síndrome do Jaques. Esta síndrome se dá quando todos, inclusive você, acreditam que o trabalho a partir de casa significa “que você está em casa”. E começa a novela: - JÁ QUE EStás em casa faça isto ou aquilo. Você começa cedendo por cordialidade e acaba enrolado com clientes, parceiros e a própria família.

Não faça concessões, elas podem parecer educadas e te deixar momentaneamente bem com todos. Este foi o caminho trilhado por muitos que tentaram e voltaram correndo para dentro da empresa dizendo que não têm perfil ou que esta tendência não se confirmará por não ser possível o trabalho de casa.

Trabalhe como se não estivesse em seu lar. Seja disciplinado com horários de trabalho e de descanso. Não interrompa o trabalho para atender solicitações da empregada, da esposa, filhos, jardineiro e etc. Não interfira nos assuntos da casa e deixe que tudo aconteça como se você não estivesse ali.

Será mais fácil se você possuir um espaço que o separe totalmente da casa, como um escritório onde possa ficar fechado trabalhando. Caso isto não seja possível os acordos deverão ser considerados verdadeiros tratados e você não poderá sucumbir aos carinhos de casa, nem em dias de insegurança e carência. Não cometa este erro, a casa invadirá seu trabalho e a produtividade irá parar no chão.

A boa notícia é que se a disciplina estiver em dia e o trabalho e lar funcionando separadamente, você poderá desfrutar dos momentos de relaxamento com um cafezinho em companhia da esposa, dos filhos ou apreciando a vista e não na companhia de colegas, chefes, secretárias e etc.

Ser um profissional com síndrome de JAQUES só complicará muito sua vida e de sua família, portanto, seja firme e não esmoreça saiba que sua atitude é para o bem de todos.

Algumas regras que me ajudaram e podem lhe ser útil também:

• Trabalhe intensamente em períodos de duas horas
• Comece organizando a agenda e lista de tarefas
• Foco no que está fazendo
• Termine cada etapa programada do trabalho
• Faça sempre uma parada de 20 a 30 minutos no máximo.
• Aproveite o fato de estar em casa - relaxe
• Tenha uma linha telefônica separada.
• Não misture as ligações e só atenda chamadas de trabalho – concentre-se.
• Afazeres do lar somente fora dos horários de trabalho, à noite ou final de semana.
• Cuidado com os apetrechos tecnológicos que roubam tempo, faça com que trabalhem a seu favor e não contra você.

Por fim, como é você quem comanda seu horário faça algumas surpresas a você e a seus entes queridos, sem deixar que isto prejudique seu trabalho: ir ao clube, estudar com os filhos, ler um bom romance, fazer exercícios físicos e namorar não é pecado. Aliás, recarrega as baterias e faz você dar um show de criatividade e competência quando comparado à vida estressante de quem trabalha em regime de confinamento corporativo.

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