Mulheres, garantam seu futuro!

23 Abril 2007 por André Brik

Um artigo do guru financeiro Mauro Halfeld traz estatísticas interessantes da revista “Working Mother” sobre mudanças bruscas na vida financeira das mulheres. O texto afirma que 75% das mulheres norte-americanas enfrentam mudanças repentinas em sua vida financeira, mas somente 50% delas estão preparadas para enfrentar este desafio. As mulheres se vêem sozinhas para administrar seu dinheiro, pois mais da metade dos casamentos acabam em divórcio e 48% terminam com a morte do marido, sendo que a idade média das viúvas é de apenas 56 anos. Além disso, 70% das mulheres não conseguirá se aposentar por falta de planejamento prévio e cerca de 33% delas estão endividadas. É uma situação angustiante onde os custos continuam ocorrendo, mas a fonte de informações financeiras (e muitas vezes o próprio dinheiro) desapareceu.

Isto se dá principalmente por uma falta de interesse das mulheres em seu próprio controle financeiro. Mesmo as executivas e empreendedoras acabam se acomodando - ou não tem tempo - e acabam deixando as finanças pessoais a cargo do companheiro. Não sabem o que está acontecendo com suas reservas ou como está planejado seu futuro.

Educação financeira é um tema aparentemente muito chato, mas é imprescindível conhecê-lo para evitar surpresas desagradáveis.

Halfeld traz três regras básicas para quem pretende dar os primeiros passos no assunto:

1. Gaste menos do que se ganha. Para isso, é necessário saber quanto se gasta. É preciso anotar TODOS os gastos diariamente, somá-los no final do mês, e subtrair da receita familiar (salários, etc).

2. Antes de mais nada, pague a si mesmo. Separe parte da receita (entrada de dinheiro), e guarde para o futuro, seja em uma poupança, investimento ou plano de previdência. O mínimo ideal neste caso é guardar 10% por mês.

3. Coloque o dinheiro para trabalhar por você. Use a força dos juros compostos (juros rendendo sobre juros). Invista em fundos que tragam uma porcentagem de juros satisfatória, mas que não recebam a incidência de taxas de administração altas por parte dos bancos.

Procure ler sobre o assunto em livros, revistas e artigos. O tema não é tão àrido quanto parece. Minha sugestão são estes autores: Mauro Halfeld, Gustavo Cerbasi e Pio Martins.

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