Estes dois textos dão uma boa noção da situação dos trabalhadores remotos no Brasil. Ou seja, por questões jurídicas (trabalhistas) e eu diria até cultural, esta super tendência de trabalhar em casa ainda não conseguiu alavancar. Mas eu acho que é só uma questão de tempo…
Uma matéria veiculada no Jornal Nacional sobre empresas que permitem que funcionários trabalhem de casa. Inclui novos dados do IBGE, demonstrando que o número de pessoas que passou a trabalhar de casa quase dobrou nos últimos três anos. Cita também uma empresa de Call Center que já permitiu que 100 de seus funcionários montassem seu home office, e já está treinando mais 220 pessoas. Me chamou a atenção a forma de bater o ponto, através de um dispositivo acionado por impressão digital.
Uma dúvida frequente dos leitores do blog é saber quais empresas no Brasil permitem o trabalho remoto. Segundo nossos parceiros do Sobratt, estas são algumas das empresas que permitem esta modalidade:
· AT&T
· BT Global Service
· Cisco
· DELL
· Du Pont
· Ernest&Young
· HP
· IBM
· Merryl Linch
· Merck
· Natura
· Nortel
· Polycom
· Semco
· Serpro
· Shell
· SonicWall
· Symantec
· Telejob
· Ticket (G. Accor)
Em tempos de pandemia, trabalhar de casa tornou-se uma forma eficaz de evitar (ou ao menos reduzir) contato com possíveis contaminações, seja pela permanência em locais fechados, ambientes com grande número de pessoas ou pelo uso do transporte público. Se existe esta alternativa, vale a pena considerá-la. Converse com seu empregador sobre esta possibilidade, principalmente se você faz parte de um dos grupos de risco.
E aproveite as dicas do GoHome para que sua experiência em home office seja produtiva e saudável.
Para mais informações sobre a gripe, consulte este infográfico da Sociedade Infográfica, da Gazeta do Povo.
Muitas empresas citam a qualidade de vida como um diferencial para seus funcionários, mas são poucas as que conseguem fazer isso na prática. Em matéria na edição de janeiro da Você S/A, o assunto de capa destaca a qualidade de vida como um dos focos para a carreira em 2009 dentre outros como Desafio, Estabilidade, Remuneração, Ética e Missão, e Desenvolvimento. Apesar de Qualidade de Vida estar no final da matéria, encaro como o item número 1 na minha carreira. É o que mais se adequa ao meu perfil e ao de muitos trabalhadores de home office. Na matéria, citam as empresas Ticket (serviços de alimentação) e Cisco (tecnologia) como exemplos de companhias que já aderiram ao trabalho de casa. De acordo com a matéria, as vendas aumentaram em 40% depois da implantação do programa de home office para vendedores da Ticket. Na Cisco, os funcionários estão liberados para aparecer na empresa apenas uma vez por semana. Claro que estes colaboradores não podem pisar na bola e se deslumbrar com toda essa autonomia do próprio tempo. O que nos faz voltar à velha e também novíssima questão: o trabalho deveria ser medido pela produtividade e não pelo o que mostra o cartão-ponto. São os novos tempos, onde é possível trabalhar de onde se trabalha melhor.
É bem animador saber que a geração a qual pertenço, chamada Y (os que nasceram entre 1978 e 1988), está super atuante no mercado de trabalho. Prova disso é a matéria que li na última edição da Você S/A (127, jan/09), intitulada “De cara nova”, escrita por Fabiana Corrêa. O tema central é sobre como as grandes empresas - neste caso, a Procter & Gamble - estão correndo atrás de ferramentas para se adaptar e reter a nossa geração.
Me chamou a atenção o fato de que para a geração anterior o maior atrativo era poder contar com uma carreira internacional e estabilidade na empresa. Em pesquisa realizada pela própria Procter & Gamble, foi constatado que 48% dos jovens entrevistados não querem passar a vida em uma única empresa e metade nem mesmo quer deixar o país a trabalho. O panorama mudou e agora o que os Y’s buscam é ter horários mais flexíveis, não trabalhar sempre no mesmo local e desempenhar tarefas que tenham significado pessoal, cita a matéria.
E agora o ponto onde eu queria chegar: uma das respostas encontradas para essas demandas foi o trabalho de casa. “Hoje, cresce a parcela de funcionários que fizeram essa opção e o uso das mensagens instantâneas foi liberado. No fundo, a diretoria, que tem em média 35 anos, chegou a uma conclusão um tanto dura. ‘Eles querem o que nós queríamos, mas não tínhamos coragem de pedir’, diz um executivo”.