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Case Ticket: teletrabalho economizou R$ 3,5 MI

29 Outubro 2010 por equipe GoHome

A Ticket, líder e pioneira no setor de refeição e alimentação-convênio, conclui com números expressivos o projeto que levou toda a equipe comercial da empresa para o trabalho em casa. Após cinco anos do início do processo de implantação do home office, nome como o programa é conhecido dentro da companhia, a economia gerada já chega a R$ 3,5 milhões. Mais importante do que isso foi o ganho em produtividade, com aumento médio de 1,5 visita ao dia, ou 1.770 ao mês, que proporcionaram crescimento de 40% no volume de vendas novas e incremento de 76% na receita proveniente dessas vendas.

O Home Office trouxe para a Ticket, além da racionalização de recursos, agilidade nas respostas, maior proximidade aos clientes e ganho em competitividade perante os concorrentes. Para se ter uma ideia prática de como isso acontece, no modelo antigo, em média, cada colaborador gastava 30% de seu tempo para resolver questões administrativas e apenas 5% para tornar o cliente mais rentável. Hoje, esses números variaram para 15% e 35%, respectivamente. O atendimento telefônico era outra tarefa que exigia 40% do tempo de cada colaborador da equipe comercial contra 5% atualmente. Veja tabela completa abaixo:

Atividade: Atendimento Telefônico
Antes: 40%
Hoje: 5%

Atividade: Questões Administrativas
Antes: 30%
Hoje: 15%

Atividade: Promoção de Produto
Antes: 15%
Hoje: 20%

Atividade: Estreitar Relacionamento
Antes: 10%
Hoje: 25%

Atividade: Tornar o cliente mais rentável
Antes: 5%
Hoje: 35%

“A inversão nessa pirâmide de valores se dá por diversos motivos. O colaborador trabalha mais motivado, com ganho em qualidade de vida, flexibilidade de horário e proximidade da família. Além disso, tem mais mobilidade, consegue planejar melhor suas visitas e dedicar mais energia a cada cliente ao invés de ser tomado pelas atividades administrativas de um escritório, tempo perdido em trânsito para se locomover até a empresa, entre outras coisas”, explica Dalva Braga, superintendente de vendas da Ticket.

Se o projeto trouxe mais autonomia e autogerenciamento para a área Comercial da Ticket, também houve a necessidade, por parte dos gestores, de reavaliar sua forma de liderar, estando mais próximos da sua equipe. “Nesse sistema, as equipes ficam mais perto do cliente, porém o gestor teve que criar um novo ritmo de trabalho, com adaptação às diferenças de localidades, reuniões periódicas com o objetivo de manter o sentimento de grupo e disseminação de boas práticas”, esclarece.

Para que isso fosse possível foi necessário o envolvimento de toda a companhia e diversas ações de RH foram realizadas, como, por exemplo, a criação de uma célula exclusiva para atendimento aos profissionais em Home Office. Também foi contratada uma consultoria especializada em teletrabalho para apoio à área comercial, reuniões de feedback e coaching e preparação dos familiares. “Para que os colaboradores melhorassem a produtividade e a qualidade de vida, não bastava oferecer recursos tecnológicos, era necessário que, tanto eles quanto seus familiares, entendessem os impactos desse novo modelo nas suas rotinas”, ressalta Edna Bedani, gerente de desenvolvimento de recursos humanos da Ticket.

A preparação também envolveu a compra de toda a infraestrutura necessária para a realização do trabalho. Cada um dos 104 colaboradores em home office receberam mesas e cadeiras, celular corporativo, computador de última geração e impressora, além de ajuda de custo mensal para despesas com energia elétrica e material de escritório. Do ponto de vista tecnológico, foram implantados todos os sistemas operacionais necessários para o trabalho, internet banda larga, internet security e servidores.

Orientações da Ticket para o colaborador em Home Office

1. Prepare-se para o trabalho vestindo-se de maneira adequada;
2. Mantenha horários regulares;
3. Disciplina, autonomia, automotivação e confiança são indispensáveis;
4. Estimule o seu gestor a desenvolver novos ritos e encontros vivenciais;
5. Crie uma área privativa que funcione como escritório, separando o “morador” do “profissional”;
6. Tenha uma linha telefônica exclusiva, sem vínculo com sua casa;
7. Eventualmente, trabalhe em um lugar neutro, como um café, um hotel etc.;
8. Permita-se o tempo devido para definir o que funciona melhor para você;
9. Converse com a família e amigos e avise-os de que você não está disponível durante o dia;
10. Evite ou limite atividades não relacionadas com o trabalho durante seu “expediente”.

Sobre a Ticket
Presente no Brasil desde 1976, a Ticket conquistou a liderança histórica do setor de refeição-convênio, com o Ticket Restaurante. Nestes 34 anos no País, a empresa também ampliou seu leque de atuação, com o lançamento de produtos inovadores como o Ticket Alimentação, Ticket Car e Ticket Transporte.

Com abrangência nacional, a Ticket atende a 54 mil empresas-clientes e 5,3 milhões de usuários por meio de uma rede de 280 mil estabelecimentos credenciados nos 4,8 mil municípios brasileiros.

A Ticket é uma empresa Edenred – que integra as empresas Ticket, Accentiv´ Mimética e Build Up, líder mundial em cartões e vouchers de serviços pré-pagos.

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Frase do dia

29 Outubro 2010 por equipe GoHome

“Se você quisesse que seu home office se parecesse com um ‘office’, então trabalharia em um ‘office’”.

Do site TrendWatching

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Home office: ganha o empregado, ganha a empresa

12 Outubro 2010 por equipe GoHome

Trabalhar de casa é uma grande vantagem para o empregado. Isso não é novidade. Mas o que estes dados comprovam é a economia de custos, retenção de talentos e o aumento de produtividade que a empresa tem quando envia parte da sua força de trabalho para um escritório em casa.

Economia de custos imobiliários: as empresas podem economizar cerca de US$ 2.000,00 por ano para cada empregado que não ocupa os espaços físicos da empresa, ou seja, se sua empresa permite que 100 empregados façam seu trabalho de casa, a economia pode chegar a US$ 200.000,00/ano. Com 25% do seu efetivo trabalhando remotamente (cerca de 320.000 empregados), a IBM teve uma economia de US$ 700 milhões em custos imobiliários. A AT&T já economizou seus 550 milhões de dólares. A Cisco, US$ 277 milhões.

A Sun Microsystems que tem 56% de seus trabalhadores (cerca de 19.000) trabalhando ao menos 1 vez por semana fora do escritório, reduziu em 15% seus custos imobiliários. E concluiu que um empregado que trabalha de casa custa de 30 a 70% menos para a empresa do que os que batem ponto no escritório (dados de 2007-2008).

Novas estratégias de otimizar espaço – como escritórios compartilhados, ou “hotelling” – mostraram receber alguma resistência por parte dos colaboradores. Mas com o teletrabalho, as mudanças foram muito bem aceitas.

Retenção: Uma pesquisa da EKOS Canadá revela que entre um aumento de salário e poder trabalhar de casa, 33% dos canadenses optaria pela segunda opção. E 43% pediria demissão se fosse para mudar para uma empresa que permite o teletrabalho.

Produtividade: dezenas de estudos provaram que os empregados que trabalham de forma remota de 1 a 3 dias por semana, aumentam sua produtividade em 10-20%. matematicamente falando: a cada 10 funcionários em teletrabalho, a empresa recebe um novo empregado “grátis”!

Os teletrabalhadores da American Express gerenciam 26% mais atendimentos e produzem 43% mais negócios que seus colegas no escritório tradicional. A Compaq, empresa de computadores, documentou um aumento de produtividade de 15 a 45%. E uma pesquisa conduzida na IBM Canadá (onde 20% da força de trabalho é de teletrabalhadores) indicou que seus empregados podem ser 50% mais produtivos em ambientes fora do espaço do escritório.

Na British Telecom, a produtividade dos 9000 empregados que trabalham de forma remota aumentaram em 31%. Na JD Edwards (uma empresa da Oracle), provou-se que os teletrabalhadores são 20 a 25% mais producentes que seus colegas do escritório.

Economia de tempo: No Canadá, um trabalhador perde em horas de trânsito, uma média de 6-8 semanas inteiras de trabalho só no deslocamento casa-trabalho-casa. Em São Paulo e em outras cidades brasileiras, a quantidade é provavelmente maior.

Absenteísmo: Um canadense deixa de ir trabalhar uma média de 10 dias/ano por motivos de doença, necessidade de cuidar de crianças ou idosos, greves, problemas climáticos, etc. O teletrabalho permite que mesmo nestas condições, parte do trabalho ainda pode ser realizado. Além disso, estudos mostram que o teletrabalho reduz o absenteísmo em até 20%.

Para quem quiser calcular a economia na sua própria empresa, é só usar a calculadora de economia em teletrabalho.

Para ler os artigos originais, acesse:
http://www.ivc.ca/costbenefits.htm

http://www.itbusinessedge.com

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Globo Reporter – Teletrabalho

5 Outubro 2010 por equipe GoHome

Uma matéria muito interessante no Globo Reporter. Com o exemplo de um programador que ganha 6 horas por dia, pois trabalha em casa e não pega o trânsito.
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Jaime Lerner: trazer o trabalho para casa é sustentabilidade

1 Outubro 2010 por equipe GoHome

Ontem assistimos a uma palestra do premiado urbanista Jaime Lerner, que entre ótimos insights comentou sobre algumas ações que cada indivíduo pode fazer para contribuir para uma cidade mais sustentável. São elas: (1) Separar o lixo, (2) usar o transporte público e (3) trabalhar perto de casa, morar perto do trabalho ou trazer o trabalho para dentro de casa. Mais um forte argumento para GoHome!

Na palestra, Lerner contou que atravessa uma rua de 7 metros para ir do prédio onde mora, para o escritório onde trabalha (e que costumava ser sua casa). E que mesmo assim continua usando a desculpa de que ficou preso no trânsito quando chega tarde em casa.

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