Texto muito interessante extraído do site da Sobratt (Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades) com perguntas e respostas sobre o assunto.
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Com a finalidade de melhor esclarecer as dúvidas sobre teletrabalho, Mello (2000) traduziu algumas das perguntas mais freqüentes respondidas por Gil Gordon, especialista americano que presta consultoria em Teletrabalho desde 1982.
A. Administração e Informações Gerais
(1) Quais são as preocupações com a segurança e confidencialidade relativas ao teletrabalho?
Certas organizações - como bancos e outras instituições financeiras, órgãos governamentais e empreiteiras - precisam se preocupar com esta questão muito mais do que a maioria das empresas. Existem os seguintes aspectos que devem ser levados em consideração:
Se os funcionários podem sair de suas empresas levando relatórios, desenhos, disquetes, arquivos etc., em seus bolsos ou pastas (como quase sempre fazem), então, não é correto dizer que o teletrabalho representa um risco de segurança novo e diferente.
Há uma série de soluções em termos de “hardware” e “software” para manter a segurança dos materiais e informações da empresa que estão sendo trabalhados à distância. Elas não são totalmente seguras, pois nada é seguro. Contudo, são barreiras razoáveis e prudentes aos acessos não permitidos.
Se você selecionar as pessoas certas para serem teletrabalhadores e (se necessário) fornecer a elas um arquivo de pastas com chave para sua casa, orientá-las sobre suas responsabilidades em manter as informações confidenciais e protegidas, você montou um razoável esquema de segurança.
Existem algumas tarefas (todavia, menos do que a maioria dos gerentes imagina) que, provavelmente, não devem ser executadas à distância, não importando quantas medidas preventivas sejam adotadas. Mesmo que você possua um esquema de segurança funcionando, a cúpula da empresa pode simplesmente não se sentir segura em ter o trabalho realizado longe do escritório central. Se este for o caso, então é geralmente melhor executar as tarefas dentro da própria empresa.
(2) Como o teletrabalho se encaixa em outras formas de local de trabalho flexível?
Não é por acaso que muitas empresas que utilizam o teletrabalho também estão tornando disponíveis opções como compartilhamento de tarefas (”job-sharing”), meio expediente, (”part-time work”) semanas reduzidas de trabalho, (”compressed work weeks”) horário flexível (”flextime”) etc . Todas elas têm em comum a idéia de que a flexibilidade apropriada é adequada tanto para a empresa, como para os funcionários. Em geral, as empresas que estão estruturadas na rotina 9:00 às 17:00, onde todo funcionário deve trabalhar período integral e ser ‘normal’, estão caminhando para a desatualização - e, também, perdendo uma boa oportunidade para atrair e reter profissionais de alto nível que precisam de mais flexibilidade para o desempenho da sua atividade profissional.
(3) Qual é a diferença entre “Telecommuting” e “Telework”?
Isto tem sido assunto de inúmeros debates, artigos e material acadêmico - e, que na opinião de Gil Gordon, a diferença é mínima. O termo “Telework” tende a ser mais utilizado na Europa, enquanto que teletrabalho é mais usado nos Estados Unidos. Algumas pessoas preferem a palavra “Telework” porque é uma descrição mais exata do conceito - o prefixo “tele” significa “distância”, portanto, “Telework” significa “trabalhar à distância”. Os defensores do “Telework” também acreditam que teletrabalho possui uma conotação muito forte sobre o aspecto de “Commuting” e o “Telework” é um termo mais abrangente e inclusivo. Deve-se, no entanto, evitar esta discussão, seja lá como se deseja chamá-lo, pois o conceito latente é o mesmo: descentralizar o escritório e utilizar formas diferentes para levar o trabalho aos funcionários. Não faz muita diferença como você o chama - desde que o pratique adequadamente.
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