Home-offices pré-fabricados

5 Junho 2008 por André Brik

Sonho de consumo: empresas que – em alguns dias – erguem um home-office (super bacana) no seu quintal. Posso estar desinformado, mas não sei de nenhuma empresa no Brasil que comercializa este tipo de produto (se alguém souber de algo, por favor avise!). E atenção fabricantes brasileiros: este é um segmento bastante promissor. Seguem alguns sites que valem a pena serem visitados!

• Flujohome

• Shedworking

• Cabanavillage

Seguem aqui algumas imagens de idéias bacanas tiradas do site Shedworking. Observe que as duas últimas imagens são de um antigo vagão de trem reformado, colocado no jardim e transformado em escritório. No mínimo, criativo!

Estilo cabana

O vagão no meio do quintal

E o escritório dentro do vagão

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Síndrome de Jaques (colaboração Rubens Pimentel)

3 Junho 2008 por admin

No artigo anterior a este falamos a respeito dos incômodos relacionados ao trabalho em regime de home-office. O cuidado para evitar tais incômodos está em como arranjamos nosso espaço de trabalho e o acordo que fazemos com nossos queridos bichos de estimação. Fundamental para conquistarmos a paz e tranqüilidade que tanto sonhamos.

O trabalho a partir de casa é uma tendência mundial e recentemente na edição de maio da Revista Super Interessante uma matéria sobre ócio e produtividade aponta que 40% dos funcionários da IBM não têm mesa fixa e na Best Buy a produtividade aumentou 35% depois que metade dos 4 mil funcionários passou a ser avaliada por tarefas realizadas e não pela presença na empresa.

De fato esta tendência mostra que a maioria de nós ira tomar o caminho de volta pra casa, não para se aposentar, mas para trabalhar, e aos desavisados informo, sem planejamento você apenas irá conseguir trabalhar muito mais.

Aproveitando nossa experiência em mandar todos para trabalharem de casa vamos ao alerta desta edição: cuidado para não se transformar no JAQUES.

Começa ocorrer quando o profissional não prepara adequadamente o ambiente em que irá trabalhar e sua vida profissional se confunde com a vida da casa e a da família. Vai se perdendo o referencial que separa essas duas vidas, e, tarefas que antes eram feitas aos finais de semana começam a permear o trabalho profissional. Em geral o resultado é labuta de segunda a segunda e aumento do estresse, não o contrário como sempre se espera.

Deve-se começar por acordos com todos no local, mas aviso, se o acordo não for respeitado coloque ordem do tipo Top-down, como fazíamos em nossa vida executiva quando necessário. Importante comece pela empregada.

Bem, mas vamos à síndrome do Jaques. Esta síndrome se dá quando todos, inclusive você, acreditam que o trabalho a partir de casa significa “que você está em casa”. E começa a novela: - JÁ QUE EStás em casa faça isto ou aquilo. Você começa cedendo por cordialidade e acaba enrolado com clientes, parceiros e a própria família.

Não faça concessões, elas podem parecer educadas e te deixar momentaneamente bem com todos. Este foi o caminho trilhado por muitos que tentaram e voltaram correndo para dentro da empresa dizendo que não têm perfil ou que esta tendência não se confirmará por não ser possível o trabalho de casa.

Trabalhe como se não estivesse em seu lar. Seja disciplinado com horários de trabalho e de descanso. Não interrompa o trabalho para atender solicitações da empregada, da esposa, filhos, jardineiro e etc. Não interfira nos assuntos da casa e deixe que tudo aconteça como se você não estivesse ali.

Será mais fácil se você possuir um espaço que o separe totalmente da casa, como um escritório onde possa ficar fechado trabalhando. Caso isto não seja possível os acordos deverão ser considerados verdadeiros tratados e você não poderá sucumbir aos carinhos de casa, nem em dias de insegurança e carência. Não cometa este erro, a casa invadirá seu trabalho e a produtividade irá parar no chão.

A boa notícia é que se a disciplina estiver em dia e o trabalho e lar funcionando separadamente, você poderá desfrutar dos momentos de relaxamento com um cafezinho em companhia da esposa, dos filhos ou apreciando a vista e não na companhia de colegas, chefes, secretárias e etc.

Ser um profissional com síndrome de JAQUES só complicará muito sua vida e de sua família, portanto, seja firme e não esmoreça saiba que sua atitude é para o bem de todos.

Algumas regras que me ajudaram e podem lhe ser útil também:

• Trabalhe intensamente em períodos de duas horas
• Comece organizando a agenda e lista de tarefas
• Foco no que está fazendo
• Termine cada etapa programada do trabalho
• Faça sempre uma parada de 20 a 30 minutos no máximo.
• Aproveite o fato de estar em casa - relaxe
• Tenha uma linha telefônica separada.
• Não misture as ligações e só atenda chamadas de trabalho – concentre-se.
• Afazeres do lar somente fora dos horários de trabalho, à noite ou final de semana.
• Cuidado com os apetrechos tecnológicos que roubam tempo, faça com que trabalhem a seu favor e não contra você.

Por fim, como é você quem comanda seu horário faça algumas surpresas a você e a seus entes queridos, sem deixar que isto prejudique seu trabalho: ir ao clube, estudar com os filhos, ler um bom romance, fazer exercícios físicos e namorar não é pecado. Aliás, recarrega as baterias e faz você dar um show de criatividade e competência quando comparado à vida estressante de quem trabalha em regime de confinamento corporativo.

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FAQ sobre teletrabalho

2 Junho 2008 por André Brik

Texto muito interessante extraído do site da Sobratt (Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades) com perguntas e respostas sobre o assunto.
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Com a finalidade de melhor esclarecer as dúvidas sobre teletrabalho, Mello (2000) traduziu algumas das perguntas mais freqüentes respondidas por Gil Gordon, especialista americano que presta consultoria em Teletrabalho desde 1982.

A. Administração e Informações Gerais

(1) Quais são as preocupações com a segurança e confidencialidade relativas ao teletrabalho?

Certas organizações - como bancos e outras instituições financeiras, órgãos governamentais e empreiteiras - precisam se preocupar com esta questão muito mais do que a maioria das empresas. Existem os seguintes aspectos que devem ser levados em consideração:

Se os funcionários podem sair de suas empresas levando relatórios, desenhos, disquetes, arquivos etc., em seus bolsos ou pastas (como quase sempre fazem), então, não é correto dizer que o teletrabalho representa um risco de segurança novo e diferente.
Há uma série de soluções em termos de “hardware” e “software” para manter a segurança dos materiais e informações da empresa que estão sendo trabalhados à distância. Elas não são totalmente seguras, pois nada é seguro. Contudo, são barreiras razoáveis e prudentes aos acessos não permitidos.

Se você selecionar as pessoas certas para serem teletrabalhadores e (se necessário) fornecer a elas um arquivo de pastas com chave para sua casa, orientá-las sobre suas responsabilidades em manter as informações confidenciais e protegidas, você montou um razoável esquema de segurança.

Existem algumas tarefas (todavia, menos do que a maioria dos gerentes imagina) que, provavelmente, não devem ser executadas à distância, não importando quantas medidas preventivas sejam adotadas. Mesmo que você possua um esquema de segurança funcionando, a cúpula da empresa pode simplesmente não se sentir segura em ter o trabalho realizado longe do escritório central. Se este for o caso, então é geralmente melhor executar as tarefas dentro da própria empresa.

(2) Como o teletrabalho se encaixa em outras formas de local de trabalho flexível?

Não é por acaso que muitas empresas que utilizam o teletrabalho também estão tornando disponíveis opções como compartilhamento de tarefas (”job-sharing”), meio expediente, (”part-time work”) semanas reduzidas de trabalho, (”compressed work weeks”) horário flexível (”flextime”) etc . Todas elas têm em comum a idéia de que a flexibilidade apropriada é adequada tanto para a empresa, como para os funcionários. Em geral, as empresas que estão estruturadas na rotina 9:00 às 17:00, onde todo funcionário deve trabalhar período integral e ser ‘normal’, estão caminhando para a desatualização - e, também, perdendo uma boa oportunidade para atrair e reter profissionais de alto nível que precisam de mais flexibilidade para o desempenho da sua atividade profissional.

(3) Qual é a diferença entre “Telecommuting” e “Telework”?

Isto tem sido assunto de inúmeros debates, artigos e material acadêmico - e, que na opinião de Gil Gordon, a diferença é mínima. O termo “Telework” tende a ser mais utilizado na Europa, enquanto que teletrabalho é mais usado nos Estados Unidos. Algumas pessoas preferem a palavra “Telework” porque é uma descrição mais exata do conceito - o prefixo “tele” significa “distância”, portanto, “Telework” significa “trabalhar à distância”. Os defensores do “Telework” também acreditam que teletrabalho possui uma conotação muito forte sobre o aspecto de “Commuting” e o “Telework” é um termo mais abrangente e inclusivo. Deve-se, no entanto, evitar esta discussão, seja lá como se deseja chamá-lo, pois o conceito latente é o mesmo: descentralizar o escritório e utilizar formas diferentes para levar o trabalho aos funcionários. Não faz muita diferença como você o chama - desde que o pratique adequadamente.
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Estadão: 10,6 milhões de teletrabalhadores no Brasil

1 Junho 2008 por André Brik

No Estadão de hoje, um artigo sobre o teletrabalho: uma solução para enfrentar a insustentabilidade do trânsito em cidades como São Paulo.
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Empresa estimula funcionários a trabalhar em casa
País já tem 10,6 mi de teletrabalhadores; especialistas aprovam a medida para SP e sugerem aval do governo

por Naiana Oscar

Há quem tenha encontrado uma forma de fugir dos congestionamentos de São Paulo: simplesmente não os enfrentam mais. Por iniciativa própria ou incentivados pelas empresas, muitos paulistanos têm optado por trabalhar em casa.

Pesquisa realizada neste ano pela ONG Market Analysis, com 345 trabalhadores em nove capitais, incluindo São Paulo, mostra que o serviço virtual já é adotado por 23% dos funcionários do setor privado. As microempresas são as que mais se utilizam do teletrabalho. Já são 10,6 milhões de teletrabalhadores no País - em 2001, eram apenas 500 mil.

E isso também resulta em produtividade. Segundo um estudo da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, a cidade perde por ano R$ 4,1 bilhões com congestionamentos e o paulistano poderia converter em renda 30% do tempo que perde para se deslocar até o escritório. Pelo menos cinco empresas com sede na capital investem em teletrabalho. Entre elas está a IBM. Há cinco anos, a multinacional passou a estimular os funcionários a trabalhar em casa.

Mesa, cadeira, laptop, telefone, banda larga, tudo é reembolsado pela empresa. “O local físico é o que menos importa. Se para ele é melhor, por causa do trânsito e da família, oferecemos essa possibilidade. Sempre com base na confiança e na responsabilidade”, diz a gerente de Recursos Humanos da IBM Brasil, Fabiana Galetol. Apesar dos incentivos, nem todo mundo teve coragem de se aventurar de imediato pelo mundo do home-office. “A cultura do relacionamento gerencial, da presença na empresa, ainda é muito forte.” Leia o resto deste artigo »

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