novembro, 2011

  • Até ele resolveu sair do cubículo!

    Encontrei este livrinho do Dilbert, editado pela LPM Pocket, e adorei a capa… Pena que em nenhuma das tirinhas o consagrado estereótipo do funcionário de escritório infernal aparece trabalhando do conforto do seu lar…

    Boa semana para todos!


  • IBGE – Censo 2010: mais de 30 milhões de home officers no Brasil!

    O Censo 2010, realizado pelo IBGE, revelou que dos 68,2% de brasileiros ocupados, 23,1% tem como local de trabalho o próprio domicílio!

    Ou seja, somos mais de 30 milhões de home officers neste Brasil!

    Para nós isso foi uma grande surpresa, pois o último dado que possuíamos trabalhava com uma amostra de 4,5 milhões de brasileiros.

    A pesquisa não deixa claro se as donas-de-casa foram contabilizadas nesta amostragem. De qualquer forma, é interessante notar que o Censo passou a contar – pela primeira vez, até onde a gente sabe – quantos brasileiros optaram por trabalhar no mesmo local onde residem.

    A mesma pesquisa revelou que a presença do computador nos domicílios triplicou desde 2000, passando de 10,6% para 38,3%). Com certeza este também é um grande motivador do crescimento desta modalidade de trabalho.

    Saiba mais sobre o Censo 2010 aqui.

    É isso aí, nosso time está aumentando! ;)


    *info via Carolina Cattani.

  • Pesquisa em Stanford: funcionários em casa são mais felizes (mas nem todos)

    Segue um artigo “O teletrabalho é uma boa ideia?” (em inglês) sobre a “revolução” do trabalho remoto, incluindo o fim do expediente e do trabalho presencial (que esta sendo substituído pelo ROWE (Result-Only Work Environment, ou em tradução livre, “Ambiente de Trabalho Focado Somente em Resultados”).

    O artigo mostra um estudo da Universidade de Stanford (sobre uma Agência de Turismo online chinesa) que demonstra que este é um dos raros formatos que aumentam a produtividade dos funcionários, e ao mesmo tempo os deixa mais felizes (e menos parecidos com os personagens das tirinhas do Dilbert).

    O estudo foi realizado em um imenso hangar de dois andares em Shangai, um dos escritórios da empresa, onde mais de 1000 funcionários gastam uma média de 80 minutos (e aproximadamente 10% dos seus salários) só para chegar de casa até seus cubículos para trabalhar.

    Os voluntários que aderiram ao programa de home office atenderam 15% mais ligações que seus pares que permaneceram no hangar. Cada hora de trabalho dos funcionários que trabalharam de casa ficou 4% mais producente, pois passaram 11% a mais de tempo respondendo às ligações (os motivos são vários: menor quantidade de pausas, menor absenteísmo por doenças, redução nos atrasos para começar a trabalhar, e menor número de distrações).Quando estavam atendendo as ligações, as distrações domésticas influenciaram menos a qualidade das ligações, já que em ambos os ambientes (cubículos e casa), o número de vendas realizadas foi praticamente o mesmo.

    Devido ao sucesso da experiência, a empresa decidiu migrar toda a sua força de trabalho para casa, mas surpreendentemente somente a metade dos funcionários concordou com esta estratégia. E muitos dos envolvidos na experiência inicial decidiram voltar para a vida no cubículo, optando pelo contato humano e pelo expediente com começo e fim.

    Aqui, Ray Fisman, o autor do artigo, faz uma colocação muito interessante: O home office não é para todos.

    E também não é ideal para todos os tipos de atividades. Segundo Fisman, o trabalho-em-ambiente-sem-expediente-e-focado-em-resultados funciona melhor com tarefas mais solitárias, que permitem ser rastreáveis e mensuráveis, e que exigem pouco contato pessoal (lembrando que o artigo diz respeito a teletrabalhadores, ou seja, home officers de carteira assinada).

    O artigo finaliza lembrando o caso da JetBlue, empresa aérea norte-americana, que atingiu grande sucesso graças a um programa de expediente flexível que atraiu e reteve funcionárias extremamente competentes, mas que estavam fora do mercado de trabalho por serem mães recentes.

    E defende que o fim do expediente pode não estar próximo, mas que o horário flexível pode ser a próxima grande sacada.

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    Via Luiz Eduardo Marques


  • Perfil home officer: Maria Alice, do explora

    Direto de uma multinacional para o home office

    Maria Alice Cavalcanti é brasileira e Sales Director do explora, uma marca de hotéis-boutique voltada ao perfil aventureiro, com sedes em lugares remotos como Atacama, Patagônia, Rapa Nui e Travessias.

    Hoje, ela trabalha de seu home office, mas já passou por grandes empresas multinacionais da rede hoteleira. Sua trajetória é semelhante a de vários home officers que deixaram grandes empresas para conquistar mais liberdade e autonomia.

    Acompanhe mais detalhes na entrevista que ela concedeu com exclusividade ao Go Home:

    - Conte um pouco sobre sua carreira e sobre sua atividade atual:

    Me formei em hotelaria pelo SENAC e quando recebi o diploma ainda não me sentia pronta para exercer a profissão e por isso optei por ter uma experiência fora do país. Meu desejo era me tornar dona de um restaurante e por isso decidi por um Curso de Administração de Restaurante na FIU em Miami. Quando voltei ao Brasil uma amiga me chamou para trabalhar em uma agência de marketing e eventos e conheci um ramo dentro da hospitalidade que me interessou muito e aonde aprendi bastante – logística, orçamentos, produção, criação e execução de um projeto. E é claro desenvolvi minhas capacidades para atender os clientes. Foram 02 anos de muito trabalho até que uma outra grande amiga minha que trabalhava no Grand Hyatt São Paulo, na época ainda em processo de abertura, me pediu para fazer uma entrevista, pois estavam precisando de pessoas com o meu perfil para o time de vendas. Então, pensei “eu, vendas, não tive isso na faculdade”… Bom, encarei o desafio e na minha entrevista o que fiz foi usar o bom senso e a sinceridade. Funcionou, o Diretor de MKT&Vendas disse: o que nós precisamos você já tem em você, está no seu sangue, o resto nós vamos te ensinar”. Juntamente com mais 04 pessoas na equipe de vendas, fiz a abertura do Grand Hyatt São Paulo em 2002 e me dediquei a essa maravilhosa escola e empresa que é a Hyatt International até 2006, quando mais uma vez me arrisquei e decidi acreditar em um produto que nunca tinha ouvido falar antes – explora – www.explora.com. Já estou há quase 06 anos e hoje como diretora de MKT & Vendas da empresa – tudo que está relacionado ao Brasil é minha responsabilidade. Toda a parte de vendas, atendimento, eventos para clientes, incentivos, treinamento com agências de viagens e operadoras de turismo, parte corporativa de grupos e eventos, imprensa e desenvolvo também toda a parte de marca do explora no Brasil, associação com outras marcas que tem a ver com o que acreditamos, fortalecer e ser referência de qualidade.

    - Por que optou pelo home office?

    No início trabalhava em um escritório próximo a minha casa, porém como fico sozinha e faço meus horários – reuniões, eventos, viagens… optei depois do casamento por ter um espaço só meu, com a cara do explora dentro de casa. Isso faz 03 anos e está funcionando muito bem. Quando trabalhamos sozinhos o tempo passa rápido e tudo rende muito, dessa forma muitas vezes me esqueço de beber água, comer e estando em casa tenho a facilidade de ir até a cozinha, saber que tem hora para almoçar e além disso tornar o tempo mais dinâmico. É bastante funcional e prático.

    - Na sua opinião, quais são as vantagens de trabalhar em casa?

    Para mim são muitas: não preciso pegar trânsito para ir ao trabalho, consigo organizar o meu tempo e coordenar as ações do dia, trabalhar até um pouco mais tarde, pois sei que estou em casa e não precisarei sair e pegar o carro…

    - Quais os desafios que você enfrentou e como lidou com eles?

    Os maiores desafios foram no início, a adaptação, sair de uma multinacional onde tudo funcionava para ir para algo onde eu me tornava responsável por tudo. Se quebrava a impressora, eu mesma precisava me virar para arrumar, ou se tinha algum problema no computador, ou se precisava dividir um problema do trabalho, não tinha ninguém para desabafar ou dividir uma ideia e saber a opinião imediata. Aos poucos, tudo foi se ajeitando e hoje não troco o home office. É preciso ter disciplina, comprometimento e determinação, um trabalho que depende de você e os resultados e os méritos também serão seus. Uma liberdade e autonomia para desenvolver todas as nossas capacidades, poder criar algo novo e importante para a empresa. Saber que mesmo sozinho você faz parte de um todo e é uma peça fundamental para o sucesso.

    - Conte uma curiosidade, fato interessante ou relevante referente ao trabalho em home office:

    Um situação que sempre acontece, hoje um pouco menos pois já levei várias broncas – rsrsrsrs, é o fato de, por trabalhar em casa, eu achar que posso sentar na mesa do escritório a hora que eu quiser, inclusive depois das 20h00, 21h00, sábado e domingo e achar que moro sozinha. Grande engano, meu marido sai super cedo de casa e volta geralmente às 19h00. Tem dias que vejo ele na porta do meu escritório me olhando e dizendo: estou com fome, podemos jantar? Ou “não tínhamos combinado de sair, você não vai se arrumar, já estamos atrasados!” Coisas de marido e mulher…

    Explora Patagonia:

    Imagens: Divulgação.


  • PEGN: 6 negócios para montar em casa

    O site da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios publicou um artigo com 6 negócios para montar em casa. Confira!


  • GoHome na CBN

    Esta manhã, participamos do CBN Debate, com o tema “Mudanças no Mundo do Trabalho” com entrevista de Álvaro Borba e convidados Eduardo Guy de Manuel (Consultor em Tecnologia) e Cristina Bresser (Consultora em Carreira). Os insights foram muito interessantes: vale a pena ouvir!


  • GoHome no Correio da Bahia

    Matéria sobre o livro “As 100 Dicas do Home Office” veiculada no Correio da Bahia de 30.10.11.

    Correio da Bahia 301011

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